As obras da Linha Rosa do Metro do Porto vão entrar numa nova fase nas próximas semanas, com a remoção dos estaleiros e das estruturas temporárias que ainda ocupam várias ruas e passeios da Baixa.
O objetivo é que, até 23 de junho, véspera de São João, os principais espaços públicos afetados pela empreitada estejam novamente disponíveis para circulação pedonal e automóvel (via Jornal de Notícias).
Entre as zonas que serão libertadas estão a Avenida dos Aliados e áreas envolventes, onde desaparecerão os estaleiros instalados ao longo dos últimos anos. A Rua 31 de Janeiro já voltou a estar acessível, enquanto junto à Estação de São Bento decorrem os últimos trabalhos para retirar os equipamentos de obra que ainda permanecem no local.
Também a Praça da Liberdade e o Largo dos Lóios deixarão de ter os constrangimentos associados à construção da nova linha.
Apesar disso, algumas estruturas de acesso ao subsolo continuarão visíveis, uma vez que prosseguem os trabalhos técnicos ligados ao túnel que irá ligar São Bento à Casa da Música.
A mesma meta foi definida para outras zonas abrangidas pela empreitada, nomeadamente junto ao Hospital de Santo António e à futura estação da Galiza. No Jardim do Carregal está prevista a devolução do espaço à população, enquanto na Praça da Galiza deverão terminar os condicionamentos de trânsito que têm marcado a área nos últimos anos.
Embora a cidade recupere parte do espaço público antes das festas sanjoaninas, a entrada em funcionamento da Linha Rosa só deverá acontecer em 2027.
A nova infraestrutura, que representa um investimento de cerca de 420 milhões de euros, ligará São Bento à Casa da Música e pretende reforçar a mobilidade no centro da cidade, contribuindo para a redução do tráfego automóvel.
Depois da Linha Rosa, a próxima grande expansão da rede será a Linha Rubi, prevista para 2028, que fará a ligação entre a Casa da Música e Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, incluindo uma nova travessia sobre o rio Douro.
(Foto: via Metro do Porto)