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Obra do Matadouro de Campanhã entregue à Mota Engil

Obra do Matadouro de Campanhã entregue à Mota Engil

O contrato para a reconversão do Antigo Matadouro Industrial com a Mota Engil entrou em vigência na passada sexta-feira, dia 18 de setembro. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que considera o projeto “talvez” a obra mais importante para o Porto “daqui a dez anos”.

Desativado há 20 anos, o antigo Matadouro Industrial do Porto vai ser agora alvo de um investimento de 40 milhões de euros, totalmente suportado pela Mota Engil, empresa que venceu o concurso lançado pela Câmara do Porto, em 1 de agosto de 2017, para a concessão do espaço.

Em abril – “quase dois anos depois do início do processo” –  o projeto recebeu luz verde do Tribunal de Contas, mas, devido à pandemia, a construtora portuguesa, “sedeada a norte do país, solicitou à Câmara do Porto a prorrogação do prazo para o início da vigência do contrato entretanto celebrado, por apenas por alguns meses, tendo sido agora, dia 18 de setembro de 2020, o primeiro dia de um contrato de concessão com prazo de 30 anos”, explica a autarquia.

A obra tem um prazo previsto de conclusão de dois anos mas, devido à crise económica e sanitária que o mundo atravessa, é provável que “o prazo se dilate um pouco”. 

“Agora sabemos pelo menos que as coisas vão andar. O maior atraso não foi por causa da pandemia, foi por causa do Tribunal de Contas. É evidente que a pandemia está a causar alguns constrangimentos em obras. Nós sabemos que os nossos fornecedores, muitas vezes, até tem mão de obra, mas faltam, por exemplo, materiais”, afirmou o presidente da Câmara do Porto, citado pela agência Lusa.

“Este é o momento do investimento público. Este é o momento em que as câmaras municipais e o Estado devem aquecer a economia. Nós felizmente temos capacidade de endividamento para isso, vamos continuar, mas falar de prazos hoje é muito mais difícil que era há um ano”, admitiu o autarca.

No antigo Matadouro Industrial vai nascer uma área para a instalação de empresas, galerias de arte, museus, auditórios e espaços para acolher projetos de coesão social, “que prometem ser o impulso que faltava à freguesia de Campanhã, à zona oriental da cidade, mas a toda uma Região”.

O projeto do arquiteto japonês, Kengo Kuma, em parceria com os arquitetos portugueses da OODA, prevê a construção de uma grande cobertura que unirá o antigo e um novo edifício e também de uma passagem pedonal por cima da Via de Cintura Interna (VCI), que “cria um impacto visual único para quem atravessa” a mais concorrida via da cidade.

Destaque ainda para a rua pedonal coberta, que atravessa o espaço de ponta a ponta, ligando ao jardim suspenso sobre a VCI, que dará acesso à estação de metro do Estádio do Dragão. “Este canal permitirá dar vida quotidiana ao espaço, introduzindo-lhe vivência de cidade e não fechando o ecossistema. Dito de outra forma, o Matadouro cria a grande rua coberta do Porto, a partir da qual se desenvolve uma cidade nova, capaz de servir como grande impulsionador da zona oriental”, aponta a autarquia.

Para o presidente Rui Moreira, este projeto é talvez a obra mais importante para o Porto “daqui a dez anos”, por considerar que terá um impacto fundamental no desenvolvimento de uma área da cidade que necessita, definitivamente, de acompanhar o ritmo de crescimento da restante cidade, passando também a estar mais interligada em termos de acessibilidades, através de outros projetos estruturantes, como o Terminal Intermodal de Campanhã.

A Mota Engil fica obrigada a cumprir o programa delineado pela Câmara do Porto nos próximos 30 anos, findos os quais, o equipamento ficará municipal. A Câmara do Porto também ocupará parte do Matadouro, onde desenvolverá a parte cultural e de coesão social associada.

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