Segundo o presidente da SRU, Álvaro Santos, “o embargo já foi levantado” e emitiu-se o alvará da obra sexta-feira.
O período de licença da obra promovida pela empresa promotora, a F2IS, “é curto”, disse o responsável à Lusa, e os trabalhos, na ala norte da Estação de São Bento, devem estar prontos “até ao final do ano”.
No dia 18 de outubro, a Sociedade Porto Vivo avançou com o embargo da obra, porque não existia ainda licenciamento, recordou o responsável.
Em reunião pública da Câmara do Porto, a 19 de outubro, Álvaro Santos informou que tinha enviado uma carta ao presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária da Estação de São Bento, referindo a “obrigatoriedade legal” de obter licenciamento para todos projetos anunciados para aquele monumento nacional e que está inserido em zona classificada de Património Cultural da Humanidade pela Unesco.
Na sequência do embargo, a empresa promotora entregou o pedido de licenciamento e a SRU também recebeu os pareceres técnicos favoráveis da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Direção Geral das Cultura e Direção Regional da Cultura do Norte.
A 5 de outubro, quando se assinalou o centenário da inauguração da Estação Ferroviária de São Bento, o ministro do Planeamento anunciou que seriam instalados no edifício um hostel, um mercado “Time Out”, uma loja “Starbucks”, um café, 15 restaurantes, quatro bares e uma galeria de arte, a concluir até ao final do próximo ano.