A peça questiona a “democracia e os cidadãos”, expondo de uma forma “direta e crua” a colisão do indivíduo com o coletivo.
A personagem principal, Dr. Thomas Stockmann, apresenta-se como um homem apaixonado e idealista. A sua crença na verdade confronta-se com o pensamento das massas, que preferem viver na mentira, manipuladas pela imprensa e controladas pelo poder.
Discussões familiares, corrupção, manipulação política, assembleias populares e apedrejamentos, tudo isto acontece quando Dr. Stockmann, no início da peça, descobre que as águas da estância balnear (fonte de receitas da cidade) estão infetadas.
No fim, descobre também que a própria cidade está “podre”, e mesmo sendo expulso insiste em ficar para ‘educar’ a sociedade, acreditando que, um dia, os cidadãos podem vir a ser melhores: como “indivíduos e como coletivo”.
No final do espetáculo de sexta-feira, o médico e vereador da Câmara do Porto, Manuel Pizarro, modera uma conversa com os artistas.