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O rio que é “D’ouro”

O rio que é “D’ouro”

Com quase 900 quilómetros de extensão, o rio Douro, o segundo maior de Portugal e o terceiro maior da Península Ibérica, é considerado um dos mais bonitos do mundo. É na Serra de Urbión, no Norte de Espanha, a cerca de dois mil metros de altitude, que nasce este rio, que desagua, depois, no mar, junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, sendo um símbolo incontornável das duas cidades e da vida dos nortenhos.

Há quem o admire pela sua profundidade, outros pelas variadas paisagens envolventes e há até quem se deixe apaixonar pela sua história. É que, em tempos, era através do Rio Douro, na altura com um canal bastante estreito e de difícil navegação, que se fazia o transporte de vinho do Porto, chegando à cidade nos emblemáticos barcos rabelos.

Mas, afinal porque é que o rio foi apelidado com o nome “Douro”? Parecem existir muitas teorias, com três, em particular, a agregarem o maior número de entusiastas … A primeira indica que o nome deriva do latim “Durius”, que significa “Duro”, uma tese que tem por base “os contornos tortuosos de escarpas altas e rochosas”. Por sua vez, há também os que defendem que a designação “Douro” surgiu devido a uma lenda que contava que era costume “ver-se rolar [no rio] umas pedritas pequenas e brilhantes, que se veio a descobrir serem de ouro”. E, por último, e não menos importante, há ainda quem assegure que o nome do rio Douro se deve à “cor barrenta das águas do rio, consequência das grandes quantidades de detritos que as enxurradas arrastavam encostas abaixo e que por serem de um amarelo vivo lhe davam uma cor de ouro”.

O amarelo d’ouro é, especialmente, acentuado nos meses de outono/inverno, altura em que começam a surgir as primeiras chuvas. Mas, nem assim, este rio perde a sua beleza ímpar…

Em território português, o rio Douro tem apenas 210 quilómetros de comprimento, mas é navegável ao longo de todo o percurso, graças às suas cinco barragens [Crestuma-Lever, Carrapetelo, Bagaúste, Valeira e Pocinho], também infraestruturas bastante atrativas devido ao seu desnível. Na Barragem do Carrapatelo, por exemplo, localizada na fronteira dos distritos do Porto e Viseu, respetivamente nos municípios de Marco de Canaveses e Cinfães, verifica-se um desnível no nível da água de 35 metros, o que representa um dos maiores da Europa.

Assim, quando chega à cidade do Porto, como é percetível, o Douro atravessou já inúmeras outros locais em Portugal, designadamente nos distritos de Bragança, Guarda, Viseu, Vila Real e Aveiro. Pelo caminho, o rio vislumbra paisagens deslumbrantes, nomeadamente a Foz do Tua, do Pinhão e do Peso da Régua.

No Porto, em concreto, a travessia do rio Douro pode fazer-se através das pontes Dom Luís, da Arrábida, do Freixo, Infante Dom Henrique e a Ponte de São João. Em breve, será possível também a travessia, entre os municípios do Porto e de Vila Nova de Gaia, através da ponte D. António Francisco dos Santos, cuja inauguração está prevista para 2025, depois de dois anos de construção.

Se, por acaso, ainda não conhece a magia das águas do Douro, aproveite a ocasião e navegue por aquele que é considerado um dos rios mais bonitos do mundo. Acredite que ficará surpreendido com tremenda riqueza!

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