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Número de vagas em Medicina criticado pela Ordem dos Médicos do Norte

O presidente da Ordem dos Médicos/Norte, Miguel Guimarães, lamentou, em comunicado, que os responsáveis políticos continuem “a não respeitar as capacidades formativas dos cursos de Medicina” ao abrir 1441 vagas e mais 15% de vagas específicas para licenciados e outros casos especiais.

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Para o responsável médico, “a redução global do ‘numerus clausus’, nomeadamente através da extinção do contingente especial de 15% de vagas para licenciados, constitui um imperativo moral para reduzir de forma significativa o número de jovens médicos que anualmente podem ficar sem acesso a uma vaga para formação especializada”.
Apesar dos “reiterados alertas” da Ordem dos Médicos e das estruturas representativas quer dos jovens médicos, quer das associações de estudantes de Medicina, “o poder político prefere manter o número excessivo de vagas de anos anteriores sendo, por isso, o primeiro e único responsável pelo degradar das condições de formação nas academias portuguesas e pela criação de um grupo de médicos sem especialidade”, afirma Miguel Guimarães.
Miguel Guimarães refere ainda que “todos os estudos universitários realizados até ao momento são unânimes em afirmar que Portugal forma médicos em número claramente superior às necessidades do país e defendem que o ‘numerus clausus’ global se deveria situar nas 1200 a 1300 vagas”.
Em comunicado, o responsável da Ordem refere que “não cabe às universidades assegurar emprego, mas uma das suas principais funções é garantir conhecimento e qualidade na formação pré-graduada”, colocando a questão “Como podemos esperar que isso suceda quando temos faculdades de medicina com centenas de estudantes nas aulas teóricas no mesmo espaço, ou cerca de uma a duas dezenas nas aulas práticas em enfermarias e consultas externas?”.
O presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos lamenta ainda que “o Estado continue a desperdiçar milhões de euros na formação de médicos que depois, por falta de vagas para aceder a uma especialidade médica ou por falta de condições de trabalho, acabem por emigrar”.

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