Um recente artigo da National Geographic Portugal volta a colocar o Porto no mapa, desta vez destacando um conjunto de locais menos óbvios para descobrir a cidade longe das multidões.
A publicação descreve a Invicta como um destino que “guarda lugares que são verdadeiros tesouros”, propondo um roteiro alternativo entre “luz e sombras”, pensado para quem quer explorar a cidade com mais tempo e curiosidade.
Prado do Repouso surge como “joia escondida”
Entre os espaços destacados está o Cemitério do Prado do Repouso, apontado como uma “joia escondida” no coração da cidade.
Apesar de não ser habitual incluir cemitérios em roteiros turísticos, a revista sublinha o valor patrimonial do local, classificado como Monumento Nacional e integrado na Rota Europeia dos Cemitérios.
Descrito como um “autêntico museu ao ar livre”, o espaço reúne jazigos monumentais e esculturas de forte carga simbólica, sendo também a última morada de várias figuras marcantes da cidade, como Abel Salazar, Eugénio de Andrade, Aurélia de Sousa, Ilse Losa, Manuel António Pina, Joaquim Pina Moura, João Semedo e Jorge Nuno Pinto da Costa.
Parque da Cidade como refúgio dentro da cidade
Para quem prefere programas ao ar livre, o roteiro inclui o Parque da Cidade do Porto, apresentado como um espaço versátil e tranquilo.
Com cerca de 83 hectares, é o maior parque urbano do país e estende-se desde a Avenida da Boavista até ao Oceano Atlântico. Segundo a publicação, mesmo nos dias mais movimentados, é possível encontrar zonas mais calmas para desfrutar da natureza.
Outros espaços fora dos circuitos habituais
A proposta da National Geographic Portugal inclui ainda outros locais emblemáticos, mas menos massificados, como o Centro Português de Fotografia, o Mercado da Foz e a Sala Gemma da Livraria Lello.
No conjunto, o roteiro convida a descobrir um Porto mais autêntico, onde a cidade se revela longe das rotas mais turísticas e dos percursos habituais.