A exposição é composta por 81 das 114 obras de Amadeo de Souza Cardoso expostas no Porto em 1916, na única exposição individual do artista. A mostra ficará patente até ao final do ano no Porto, altura em que seguirá para Lisboa.
Maria João Vasconcelos sublinhou que se trata do “reconhecimento de uma estrutura que consegue ultrapassar as suas limitações reais quando se empenha num projeto”.
“O tema em si é muito entusiasmante, mas implicou que a pequena estrutura que nós temos se empenhasse de uma maneira que não é vulgar, mas que tem capacidade para o fazer. Penso que é uma demonstração de que não se trata de um pequeno museu de província, mas do único museu nacional no Norte, que tem uma programação e uma ideia do que quer fazer e pode fazer”, declarou a diretora do museu, que acrescentou que a instituição pode catalizar “esforços e capacidades dispersas pelo Norte”.
“Estas obras agitavam os espíritos e não apenas suscitavam rejeição, mas criavam também simpatia”, disse também o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, realçando que o Porto estava “no eixo da afirmação cosmopolita do corte modernista”.
“As obras que Amadeo decidiu expor [em 1916] estão hoje dispersas por diversas coleções públicas e privadas. Reuni-las, procurando refazer os gestos e as opções do malogrado pintor [que morreria, inesperadamente, em 1918, com 30 anos de idade] é, em primeiro lugar, uma homenagem”, indica a descrição da exposição, que conta com curadoria das investigadoras Raquel Henriques da Silva e Marta Soares.