O Museu do Porto apresenta a primeira edição do Ciclo Suggia, um programa dedicado à violoncelista Guilhermina Suggia, que contará com quatro concertos interpretados com o violoncelo Montagnana, instrumento que pertenceu à artista e integra hoje o espólio do museu.
As atuações decorrem na Casa do Infante, nos dias 15, 22 e 30 de novembro e 7 de dezembro, sempre às 16 horas (via CM Porto).
Mais do que só uma homenagem, o ciclo pretende celebrar o legado artístico e humano de uma das figuras mais marcantes da música portuguesa, assinalando os 140 anos do nascimento e os 75 anos da morte de Suggia. A iniciativa convida o público a redescobrir o seu legado, procurando reafirmar o papel da artista na história da música nacional e internacional.
Com direção artística de Vanessa Pires e Filipe Quaresma e programação da Artway, o evento reúne nomes de destaque do violoncelo, como Irene Lima, Jed Barahal, Mats Lidström e Bernardo Ferreira, que irão dar nova vida ao emblemático instrumento da violoncelista. Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira online e nos pontos de venda do Museu e Bibliotecas do Porto.
Nascida no Porto em 1885, Guilhermina Suggia destacou-se desde jovem pelo seu talento, tendo o pai, Augusto Suggia, como primeiro professor. Tornou-se a primeira mulher a seguir uma carreira internacional como solista de violoncelo, rompendo barreiras num meio dominado por homens.
Em 1903, fez história ao ser a primeira mulher a atuar como solista na sala Gewandhaus, em Leipzig. Entre 1906 e 1913, manteve uma relação pessoal e artística com Pablo Casals, e foi amplamente reconhecida como uma das maiores violoncelistas do seu tempo. Morreu em 1950, na sua cidade natal.