Instalado na Torre da Oliva, o novo museu resulta de um investimento de um milhão de euros e conta com uma coleção superior a 8600 peças de origem nacional e estrangeira, das quais estarão expostas ao público nove máquinas, 42 obras de arte, 77 ferramentas e mais de 500 sapatos.
A coleção abrange desde a pré-história até ao século XXI, sendo que a componente industrial do museu se concentra no século XX e as peças de teor artístico refletem tendências mais contemporâneas.
O autarca de S. João da Madeira, Ricardo Figueiredo, disse que há já muito tempo o concelho tem como marca ser a capital portuguesa do calçado, sendo agora “tempo de prestarmos à cidade um tributo que homenageasse esta indústria, os seus empresários e trabalhadores, não apenas na perspetiva local, mas evocando também o impacto deste setor na economia portuguesa e o seu estatuto de referência a nível mundial”.
O presidente acrescentou que o objetivo “é que este seja um museu vivo, cuja dinâmica se revele proporcional à capacidade de inovação e competitividade que a indústria local do calçado sempre soube demonstrar e pela qual se distinguiu, tanto ao nível nacional como internacional”.
O novo museu “será um espaço socialmente ativo, culturalmente interessante e pedagogicamente útil, que evocará histórias e memórias, contribuindo dessa forma para aprofundar e divulgar o conhecimento não só da identidade e cultura sanjoanenses, mas também de outras realidades sociais, históricas e culturais relacionadas com o objeto que lhe dá nome”.
O novo museu funcionará de terça a domingo e a entrada custará 2 euros.