Revista Sabe Bem 63

Museu “Conservas Pinhais” abre em Matosinhos

Museu “Conservas Pinhais” abre em Matosinhos

Com o intuito de “contribuir para a preservação e valorização da indústria conserveira de Matosinhos”, a Pinhas abre, no próximo mês de outubro, o museu-vivo “Conservas Pinhais Factory Tour”, no edifício da conserveira matosinhense, situado na Avenida Menéres, que, no ano passado, recebeu a classificação de edifício de Interesse Municipal.

O projeto, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, irá proporcionar “uma experiência imersiva sobre todas as fases do processo ao vivo”, estando, de acordo com os promotores, que, no ano passado, celebraram o seu centenário, pensado quer para a comunidade local como para os turistas, nacionais e internacionais.

Com um investimento na ordem dos três milhões de euros, o projeto “apresenta características únicas no setor do turismo industrial”, salientou a presidente da autarquia local, Luísa Salgueiro. “Será um Museu-Vivo com uma dinâmica muito própria e grande ligação às tradições de Matosinhos, que entendemos ser um equipamento estratégico e de grande valia para o desenvolvimento económico da região”, acrescentou.

O espaço proporcionará aos visitantes uma “viagem ao passado, às raízes da Pinhais e de todas as suas marcas, nomeadamente a mais internacional, a NURI”, além de dar a conhecer “uma das mais antigas fábricas em atividade”. O público poderá, assim, contactar com um “espólio diversificado que faz parte da história do processo produtivo artesanal, mergulhar na história da empresa e da indústria conserveira, através de conteúdos digitais exclusivos, e participar no processo de empapelamento (embrulhar as latas segundo as técnicas das artesãs da empresa)”.

As visitas culminarão numa das salas mais imponentes do edifício, com uma prova das iguarias da Pinhais, e com a possibilidade de conhecer a loja, onde se encontram conservas e artigos de colecionador.

Com o avançar do projeto, os promotores pretendem integrar na agenda do Museu exposições temporárias, serviços educativos e workshops.

“Queremos proporcionar uma experiência diferenciadora, única e sustentada numa tradição centenária. Preservar a memória e legado da indústria, partilhar as origens, processos, histórias e pessoas por trás das nossas marcas, são os grandes objetivos na base deste projeto”, salientou Patrícia Sousa, diretora de marketing da Pinhais, citada em comunicado.

De acordo com a responsável, o projeto é “uma homenagem às diferentes gerações da mesma família que marcam o percurso da empresa nos últimos cem anos”. “Tudo na Pinhais respira autenticidade, tradição e qualidade, desde o edifício histórico, passando pelo método de produção e culminando no mais importante, a família das Conservas Pinhais nos seus 146 colaboradores, que dominam e preservam vivo um processo artesanal praticamente extinto no mundo”, completou.

A obra do projeto de instalação do museu-vivo na fábrica Pinhais está entregue à empresa matosinhense Norasil.

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