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Mural de Hazul inaugura programa de arte urbana em Matosinhos

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O mural pintado pelo artista Hazul Luzah no edifício vizinho da galeria P55 é o primeiro de um programa de arte urbana que vai atravessar o verão em Matosinhos, informou o vereador da Cultura da autarquia, Fernando Rocha.

O vereador da Cultura da Câmara Municipal de Matosinhos disse que o primeiro mural do programa partiu da iniciativa da P55, que assumiu os custos, prolongando-se o plano em “diversos pontos de Matosinhos e de Leça da Palmeira e na zona da Lionesa”, em edifícios e em empenas para os quais foram convidados artistas nacionais e estrangeiros.
O artista explicou à Agência Lusa que o tema do mural tem “neste caso a ver com Matosinhos especificamente, neste caso com o mar, que também é uma ‘marca’ de Matosinhos muito forte”, optando “por este desenho que tem formas ondulantes” conjugadas com figuras marinhas e representações de varinas.
“Penso que no final do ano Matosinhos vai ter aqui uma bela mostra de arte mural”, disse Hazul.
Fernando Rocha declarou que o programa de arte urbana foi a forma encontrada de “integrar alguns edifícios que estão com alguma degradação”.
O presidente executivo da P55, Aníbal Pinto de Faria, sublinhou a importância de fazer com que “toda a gente tenha acesso à arte” e destacou que pretendem mostrar que “existem belos exemplos” de arte feita por jovens artistas com graffiti e outros materiais usados nas intervenções urbanas, que um dia poderão vir a criar obras que sejam vendidas.
Questionado sobre se concebe um momento em que o seu trabalho venha a ser vendido numa galeria ou numa leiloeira, Hazul admite que sim, mas ressalva que “o mercado da arte urbana em Portugal ainda está muito no início”.
“Com o tempo, os artistas irão passar para as galerias. Já tive oportunidade de fazer uma exposição em Miguel Bombarda, este ano vou fazer outra. (…) Quem pinta na rua de uma forma mais pensada e ponderada é muito difícil não ter trabalho de atelier. Por vezes há um pouco a tendência de reproduzir a rua na galeria, o que é semelhante à lógica do jardim zoológico de pôr as coisas no sítio errado”, declarou o artista, antes de acrescentar que cada vez mais os artistas que intervêm na rua vão ser vistos sem os preconceitos ligados ao graffiti.

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