Revista Sabe Bem PD - julho/agosto

Municípios do distrito do Porto apresentam discrepâncias na compra de casa

Municípios do distrito do Porto apresentam discrepâncias na compra de casa

Apesar de a pandemia estar a alterar a vida de milhares de portugueses, o desejo de comprarem habitação própria continua a manter-se, parecendo, inclusive, ter ganho especial relevância desde o último confinamento, decreto em março e abril de 2020. 

Com mais tempo em casa, muitos são os cidadãos que se questionam sobre as comodidades que a habitação lhes pode fornecer, sobretudo quando ainda não têm a possibilidade de ter uma moradia própria. A pensar nos milhares de portugueses que sonham adquirir habitação, a plataforma ComparaJá.pt procurou analisar os custos de comprar um imóvel com recurso a financiamento nos diferentes municípios do distrito do Porto.

Os resultados, sabe-se agora, apresentam algumas disparidades. “Através deste estudo é possível ter-se uma perceção clara da necessidade de se fazer uma análise criteriosa à capacidade financeira na hora de se solicitar um empréstimo para comprar casa, particularmente a taxa de esforço”, alertou José Figueiredo, diretor-geral do ComparaJá. 

A investigação em causa teve em conta os dados específicos por município no que respeita ao preço por metro quadrado, o salário médio, a taxa de esforço, que, como explicou o responsável, corresponde à “percentagem do rendimento das famílias que é destinada a pagar as prestações dos créditos, sendo que não deverá ser superior a um terço do rendimento total do agregado familiar” e a TAEG média no crédito habitação. 

Na análise, foi também considerada “a poupança prévia necessária para fazer face ao valor da entrada inicial, montante que geralmente corresponde entre 10% a 20% do valor de aquisição do imóvel”. 

No município do Porto, como é possível verificar na tabela abaixo, as famílias têm capacidade financeira para comprar um imóvel apenas com 65 metros quadrados, o valor mais baixo de todos os municípios. 

Além do Porto, também em Matosinhos (67 metros quadrados) e Vila Nova de Gaia (75 metros quadrados), as famílias não poderão ambicionar a aquisição de uma habitação com mais de 80 metros quadrados. 

O município onde existe maior capacidade de adquirir uma habitação com mais metros quadrados é de Marco de Canaveses (181), seguido de Baião (154) e Amarante (151), o que reflete uma discrepância de mais de 100 metros quadrados no que respeita ao município do Porto e o de Marco de Canaveses.  

Na Maia, a dimensão máxima do imóvel que as famílias poderão comprar é de 113 metros quadrados. Em Valongo de 103 e em Gondomar de 98. 

De referir que o estudo em causa tem por base um conjunto de quatro fatores, incluindo o salário médio das famílias de cada município, retirado da PORDATA.   

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