O Mosteiro de São Bento da Vitória encontra-se temporariamente encerrado, depois de ter iniciado, esta semana, um amplo processo de renovação. A intervenção, que se prolongará até junho, representa um investimento na ordem dos 3,5 milhões de euros, conforme comunicado pelo Teatro Nacional São João (TNSJ).
A verba necessária para a obra chega através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O TNSJ sublinha que o projeto avançou graças ao apoio do Património Cultural e do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, entidades que colaboram no enquadramento da requalificação.
Os trabalhos incluem melhorias estruturais e energéticas, como a aplicação de isolamento térmico na cobertura, a introdução de caixilharias de alto desempenho, sistemas automatizados de gestão técnica, painéis solares e intervenções que reforcem tanto a climatização como a acessibilidade do edifício (via Porto Canal).
O plano estava originalmente ligado ao programa de “Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central”, gerido pelo Fundo Ambiental, com um financiamento inicial de cerca de dois milhões de euros.
No entanto, em 2022, o projeto foi transferido para o eixo “Valorização do Património Cultural” do PRR, o que permitiu ajustar prazos, agora estendidos até junho de 2026, e acomodar despesas que antes não podiam ser financiadas, nomeadamente intervenções estruturais e acessibilidade física.
Recorde-se que, quando foram atribuídos os financiamentos do PRR para a Cultura, em 2021, o TNSJ ficou de fora, tornando-se o único teatro nacional sem apoio para obras, apesar das necessidades de conservação dos edifícios sob sua responsabilidade, entre eles dois monumentos nacionais.
Quando as obras estiverem concluídas, em junho, o Mosteiro de São Bento da Vitória continuará sem receber público até setembro de 2026. Este período adicional será necessário para reinstalar as equipas que tiveram de ser deslocadas durante a intervenção, adiantou uma fonte do TNSJ à Lusa.
Enquanto durarem os trabalhos, os trabalhadores que operavam no Mosteiro vão exercer funções num edifício da Praça Carlos Alberto, cedido pela União de Freguesias do Centro Histórico no âmbito de um protocolo recentemente firmado.