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Morreu Alberto Carneiro: Arte portuguesa e mundial fica mais pobre

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O presidente da Câmara da Trofa lamentou  que a arte portuguesa e mundial tenha ficado “mais pobre”, com a morte do escultor trofense Alberto Carneiro, na manhã de 15 de abril, no Hospital de S. João, no Porto.

“A arte portuguesa e mundial fica mais pobre”, declarou à Lusa o presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, considerando que o artista marcou “uma parte dos séculos XX e XXI”.
Natural da Trofa, Alberto Carneiro morreu no passado sábado, aos 79 anos, no Hospital de S. João, no Porto, onde estava internado, mas nasceu na aldeia de São Mamede do Coronado, lugar onde tinha inaugurado, no mês de março passado, aquela que é considerada a sua maior obra, em dimensão, composta por 435 esteios de granito e um tronco de castanheiro.
Tendo como arquétipos a natureza, a arte e o corpo, Alberto Carneiro explicou que aquela obra exposta no jardim “é o testemunho do reconhecimento à terra” que o viu crescer e propiciou a formação da identidade e “convívio com a natureza que tão importante tem sido na obra”.
A obra do artista pode ser vista num jardim contíguo à habitação na aldeia onde cresceu, na rua Dr. David Assoreira, de São Mamede do Coronado.
O presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, também recordou  o escultor Alberto Carneiro como um “visionário excecional, retilíneo e forte nas relações pessoais”.
“A notícia foi recebida por Santo Tirso com consternação porque Alberto Carneiro teve connosco uma relação de profunda afetividade. Nasceu no concelho [referindo-se ao período anterior à saída da Trofa do concelho de Santo Tirso], era uma pessoa com quem tivemos uma relação muito próxima. Foi o grande ideólogo do Museu de Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC)”, disse, à agência Lusa, Joaquim Couto.
O autarca recordou a altura, no início dos anos 1990, em que Alberto Carneiro o abordou com “o sonho genial” de fazer um museu ao ar livre com esculturas de todo o mundo, o qual veio a traduzir-se no MIEC, que atualmente tem 54 obras espalhadas por vários espaços públicos de Santo Tirso, sendo apoiado por um espaço-sede desenhado pelos arquitetos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura.
“Era pessoa muito inteligente e com uma visão de futuro muito para além do nosso tempo. Era um visionário excecional, retilíneo e forte nas relações pessoais. Uma grande figura da escultura contemporânea do nosso tempo, que tem a sua obra espalhada pelo mundo”, disse Joaquim Couto.
O presidente da Câmara de Santo Tirso lamentou que Alberto Carneiro – “uma pessoa muito simples, muito profunda, com uma jocosidade muito fina”, como descreveu – não tenha assistido “por dias” à adjudicação da obra relativa ao projeto Centro de Arte Alberto Carneiro, espaço que a Câmara vai edificar na Fábrica de Santo Thyrso, antigo complexo têxtil que foi alvo de uma requalificação.
“Dentro de dias vai ser adjudicado. Queríamos que tivesse assistido pelo menos ao início de uma obra que o homenageia e cujo desenho e ideia acompanhou”, referiu Joaquim Couto sobre um projeto orçado em 1,3 milhões de euros, que deverá ser inaugurado no final de 2018.

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