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Monumento em Gondomar em risco de atingir nível de degradação “irreversível”

Monumento em Gondomar em risco de atingir nível de degradação

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A avaliação feita pela Universidade do Porto em relação ao Cavalete do Poço de São Vicente, equipamento classificado como Monumento de Interesse Público, em São Pedro da Cova, em Gondomar, revela que este necessita de “reabilitação a curto prazo” sob pena de a degradação se tornar “irreversível”.

O Cavalete do Poço de São Vicente está integrado no antigo complexo mineiro de São Pedro da Cova, espaço classificado como Monumento de Interesse Público em março de 2010, logo envolvido por uma zona de proteção especial.
O estudo sobre o valor patrimonial e estado de conservação do cavalete foi realizado por professores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), nomeadamente dos departamentos de Minas e Engenharia Civil.
No parecer lê-se que “o estado de conservação é mau considerando a degradação avançada que já se atingiu no betão (delaminação) e no aço (corrosão) na generalidade dos elementos estruturais”.
“Embora a obra esteja fora de serviço, é de temer pela sua estabilidade e possível colapso a prazo caso nada seja feito para a sua preservação”, refere o documento, que aponta como “urgente” a inspeção cuidada a todos os elementos estruturais e não estruturais do cavalete, bem como a realização de um estudo de estabilidade.
A remoção de todas as partes destacáveis de betão com fissuras e de aço com corrosão, mantendo apenas as partes íntegras dos materiais e a lavagem de todas as superfícies e preparação para reparação são outras das medidas apontadas no parecer.
Os responsáveis da FEUP também aconselham o reforço dos varões existentes com varões de aço soldado ou colocação de armaduras adicionais, bem como pintura e recuperação das escadas e outros elementos metálicos.
O parecer foi dado a conhecer numa conferência de imprensa marcada pela União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, presidida por Daniel Vieira que entretanto já o enviou à câmara de Gondomar, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Empresa de Desenvolvimento Mineiro, grupos parlamentares da Assembleia da República, Ministério da Cultura, bem como para os gabinetes do primeiro-ministro e do presidente da República.
“Considera-se urgente, pela gravidade da situação, uma intervenção urgente que poderá ser partilhada, mas que corrija os erros do passado e que salvaguarde um património, uma cultura e uma identidade, não só desta comunidade, mas também nacional”, referiu Daniel Viera, presidente da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova.
Joaquim Figueiras, professor da FEUP, considerou “possível” repor o projeto original do cavalete e frisou a necessidade de uma intervenção porque, disse, “a qualquer momento podem cair peças”.
Já António Fiúza, também da FEUP, frisou que em causa está “uma peça única no país” porque é utilizado betão armado e não aço, algo raro também na Europa.
Questionado sobre quais os passos que gostaria de ver dados, Daniel Vieira recordou que “existem soluções legais que possibilitam a expropriação do espaço”, frisando que foi o Estado que considerou que o património agora ao abandono tem “interesse público”.
O autarca defendeu mesmo o envolvimento da Área Metropolitana do Porto (AMP) e do Ministério da Cultura num processo que tem, vincou, “dimensão nacional”, frisando a ideia de que o cavalete “está muito doente” mas “tem salvação”.

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