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Metro em Valongo deixa de ser promessa e entra em fase de estudo

Metro em Valongo deixa de ser promessa e entra em fase de estudo

O novo presidente da Câmara de Valongo quer colocar o concelho no mapa das grandes prioridades da região, com o metro como principal ambição, mas também com projetos na habitação, mobilidade e turismo de natureza.

Em entrevista ao JN, Paulo Esteves Ferreira, que se estreia no cargo após ter sido vice-presidente, garante que a chegada do metro é uma prioridade absoluta e diz mesmo não ter dúvidas de que o projeto vai avançar.

O autarca revela que já existe um estudo em curso e que estão em discussão duas ligações: uma a partir da futura linha Maia II, com extensão até Ermesinde e Alfena, e outra a partir de Baguim do Monte até ao centro de Valongo. No primeiro caso, o prolongamento teria apenas 2,9 quilómetros e poderia servir cerca de 60 mil utilizadores.

Além do metro, estão também em cima da mesa melhorias rodoviárias, nomeadamente uma nova saída na A3 para servir Águas Santas, Baguim e Ermesinde, e a construção do nó do Lombelho na A41, pensado para reforçar os acessos a Valongo e Alfena.

Autarquia quer criar marca “Valongo Coração Verde” e apostar no turismo de natureza

Outro dos eixos estratégicos passa pela afirmação do concelho como destino de turismo de natureza. A autarquia quer lançar a marca “Valongo Coração Verde” e tentar o seu reconhecimento junto da UNESCO.

O projeto inclui a valorização das Serras de Valongo, a abertura ao público das minas romanas de extração de ouro, a criação de um parque temático ligado ao período Paleozoico e a instalação de um parque de campismo. A estratégia passa também por atrair investimento hoteleiro e criar pacotes turísticos direcionados a mercados internacionais.

Na área ambiental, o município prepara ainda a criação de uma associação intermunicipal para a proteção do rio Ferreira, envolvendo concelhos vizinhos como Paços de Ferreira, Paredes e Gondomar, com o objetivo de gerir margens, detetar descargas ilegais e reforçar a vigilância.

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A habitação é outra das prioridades. O autarca quer avançar com a construção de pelo menos 200 casas a custos controlados, com rendas previstas entre 450 euros para T1 e até 600 euros para T2. Caso não haja resposta do Estado, admite recorrer à banca ou ao Banco Europeu de Investimento para financiar o projeto.

O plano passa também pela venda das habitações a preços abaixo do mercado, entre os 140 e os 150 mil euros no caso de um T2, com regras que impeçam a especulação. Em paralelo, o município quer integrar creches nos novos empreendimentos.

Com cerca de 800 famílias em lista de espera para habitação social, o presidente considera urgente acelerar soluções e critica a demora na definição de apoios por parte do Governo.

Na área social e educativa, a autarquia pretende alargar o programa de férias escolares, que atualmente esgota em minutos, reduzindo o número de semanas por criança para permitir chegar a mais famílias.

Já ao nível da governação, Paulo Esteves Ferreira defende a descentralização de competências, mas alerta que esta deve ser acompanhada por financiamento adequado, criticando ainda a diferença de investimento entre as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

O autarca acredita que o concelho está numa fase de crescimento e defende uma atuação mais articulada ao nível da Área Metropolitana do Porto, sublinhando que a força dos municípios em conjunto será determinante para garantir investimentos estruturantes para a região.

Fotografia: Fb Paulo Esteves Ferreira
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