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Metro do Porto trabalha 24h para garantir cumprimento dos prazos

Metro do Porto trabalha 24h para garantir cumprimento dos prazos

As diferentes equipas de trabalho da Metro do Porto têm estado nas várias frente de obra a «todo o gás» para garantir que todos os prazos de execução são cumpridos. Em causa está a construção da Linha Rosa e a Linha Amarela que contribuirão para uma melhoria significativa na mobilidade urbana do Porto.

Numa visita realizada à nova estação de Santo António, no Jardim do Carregal, o engenheiro responsável pela obra da Linha Rosa, Pedro Lé Costa, sublinhou que estão a trabalhar “24h por dia, desde segunda a sábado”, fazendo-se apenas uma “paragem sábado à tarde até segunda de manhã, para se arrancar novamente com os trabalhos”.

Tiago Braga, presidente da Metro do Porto, esclareceu que essa paragem serve para fazer a “manutenção de todo o equipamento e para as equipas poderem descansar”. “Atualmente temos sete frentes de túnel [em curso], mas a nossa intenção, para compensar, é abrir novas frentes e cumprir com os nossos objetivos: que é terminar a construção [da Linha Rosa] até 31 de dezembro de 2024”, acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre como é um dia de trabalho naquela estação, Pedro Lé Costa relatou que “o dia arranca com uma pega de fogo de explosivos às 8h da manhã” “Faz-se a retirada do material”, continuou, “depois faz-se o saneio da frente, de preparação da frente, selagem e prepara-se a pega de fogo para dar outra pega às 20h da noite”. “Durante a noite volta-se a repetir o processo para que seja possível fazer novamente a pega às 8h da manhã”.

A Metro do Porto tem feito o possível e adotado vários métodos para reduzir o ruído, garantiu, e a prova disso é a utilização de explosivos: “O que temos vindo a verificar é que quando passamos a ter a possibilidade de usar explosivos as reclamações reduziram porque em vez de termos este martelo a martelar, durante a noite toda para picar a rocha, temos explosões controladas”.

“A população está devidamente avisada e já preparada, com um investimento num sistema de detonação que permite reduzir e controlar o mais possível estas vibrações”, indicou o engenheiro responsável pela obra da Linha Rosa.

Ponto de Situação na Estação de Santo António

No âmbito da mesma visita Tiago Braga aproveitou para demonstrar algumas especificidades desta estação como o fato de o túnel “ter um poço de ventilação e de emergência a meio, na zona da Praça Parada Leitão, junto à Reitoria da Universidade do Porto”.

Por se estar a fazer uma escavação «por baixo» da Reitoria o cuidado com os trabalhos é redobrado: “Aqui estamos a falar de um granito e agora estamos a apanhar um material de pior qualidade que vai obrigar a reduzir o passo de avanço e “a meter um sistema de suporte diferente para controlarmos as deformações na superfície”, referiu Pedro Lé Costa.

O engenheiro reitera que a cidade do Porto é um verdadeiro desafio porque os “solos são muito heterogéneos”. Nesta frente a equipa estava a conseguir escavar “cerca de três/quatro metros por dia”, ao passo que noutras frentes só é possível avançar “cinco metros por semana”.

Funcionamento da Linha Rosa

Depois de concluída a Linha Rosa será iniciada a uma fase de “pré-operação”, em que será necessário ensaiar “os sistemas, desde a sinalização, aos sistemas de ATP do material embarcado, aos sistemas de apoio ao cliente, ao apoio à exploração, bilhética, máquinas de venda automática e todos os sistemas de «desunfumagem»”, destacou Tiago Braga.

Todos estes ensaios em circunstâncias “normais” demoram “dois/três meses” e o objetivo é que no final do “primeiro trimestre de 2025” existam condições para “arrancar com a operação da Linha Rosa” e ligar São Bento e Praça da Liberdade à Casa da Música.

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Novas carruagens da Metro

Sobre as novas carruagens da Metro, o presidente da empresa de transportes, revelou que estão a finalizar “uma bateria de testes”. “São cerca de 5 mil quilómetros de testes que temos de fazer para o primeiro veículo, nos veículos seguintes já só necessitamos de 500 quilómetros para garantir o processo de verificação”.

“Estamos a construir um envelope de segurança” e a realizar vários testes para que existam “evidências objetivas do cumprimento das posições normativas, em termos ferroviários,”. Todos os dados serão submetidos “para homologação junto do IMT”, a fim de se obter “a respetiva licença para entrarmos em funcionamento com os veículos”, explanou.

Foto: RTP

A verificação da segurança de todo o sistema é feito de forma independente por uma “entidade terceira”, com a preocupação de que existe “uma compatibilização do veículo com a infraestrutura ferroviária existente”, dado que o objetivo é que “os novos veículos funcionem em toda a rede”.

Tiago Braga disse também em declarações aos jornalistas que já foram recebidos mais quatro veículos e atualmente estão a sair da China mais seis. O objetivo é que entre final de junho e início de julho seja possível arrancar com a circulação dos novos veículos, para que em setembro já sejam escaladas algumas operações.

O presidente da Metro referia-se à Linha Amarela e à passagem do horário de verão para o de inverno, visto que agora existe uma frequência de “11 veículos na hora sentido e pretendemos passar para 12 veículos hora sentido, beneficiando deste aumento do material circulante na nossa rede”.

Lançamento da Linha Rubi

Esta semana está previsto o lançamento do concurso público para a Linha Rubi, “o maior investimento a Norte de Lisboa, uma linha muito importante”, salientou.

Recorde-se que no mês de abril o responsável pela empresa de transportes tinha referido, em declarações à agência Lusa, que o concurso seria lançado em maio para evitar que ficasse deserto, enquanto ainda eram ultimados “os preparativos do procedimento e do projeto”.

Relativamente aos custos da obra a previsão era de cerca de 299 milhões de euros, sendo que está a ser incorporada a revisão de preços de 30%, que “no fundo são 100 milhões de euros”, e as medidas de revisão previstas na Declaração de Impacto Ambiental.

Essa declaração obriga a cumprir com diversas “situações” que acarretam um sobrecusto face àquilo que estava inicialmente previsto. “Em números redondos estamos a falar de uma empreitada que rondará os 450 milhões de euros, em todo o processo chave na mão, sem material circulante”, concluiu.

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