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Metro do Porto: obras da Linha Rubi já não são obrigadas a cumprir esta norma

Metro do Porto: obras da Linha Rubi já não são obrigadas a cumprir esta norma

As obras da Linha Rubi do Metro do Porto foram dispensadas de cumprir os limites do Regulamento Geral do Ruído (RGR), por despacho governamental publicado em Diário da República. O documento determina, porém, a adoção de medidas para minimizar os impactos sonoros na envolvente.

No texto agora publicado e divulgado pelo Porto Canal lê‑se: “A execução das obras do Metro do Porto correspondentes à construção da Linha Rubi: Casa da Música‑Santo Ovídio fiquem dispensadas do cumprimento dos limites previstos no n.º 5 do artigo 15.º do Regulamento Geral do Ruído.”

Trata‑se de um despacho datado de 14 de maio, assinado pela secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, e pelo secretário de Estado do Ambiente do anterior Governo, Emídio Sousa.

O n.º 5 do artigo 15.º do RGR estabelece que a licença especial de ruído, “quando emitida por um período superior a um mês, fica condicionada ao respeito nos recetores sensíveis do valor limite do indicador L (índice Aeq) do ruído ambiente exterior de 60 dB(A) no período do entardecer e de 55 dB(A) no período noturno”. O mesmo regulamento permite, “excecionalmente”, dispensar estes valores em obras de infraestruturas de transporte de reconhecido interesse público, cenário agora aplicado à Linha Rubi.

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Segundo o despacho, “serão adotadas as medidas de minimização de impacte ambiental devidas, quer aos equipamentos quer às atividades a desenvolver”, previstas no processo de Avaliação de Impacte Ambiental de 2023.

Acrescenta‑se ainda que “serão adotadas e revistas as medidas de minimização propostas nos estudos ambientais e nos estudos específicos de ruído, sempre que ocorram alterações ao projeto, ao horário de trabalho ou aos métodos construtivos e sempre que as mesmas se verifiquem insuficientes para a proteção dos recetores sensíveis.”

A Linha Rubi terá 6,4 km e oito estações, incluindo uma nova travessia sobre o Douro, a ponte D. Antónia Ferreira (“a Ferreirinha”), exclusiva a metro, peões e bicicletas. Em Gaia, estão previstas as estações Santo Ovídio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida; no Porto, Campo Alegre e Casa da Música.

A empreitada tem custo global de 487,9 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e Orçamento do Estado (OE). Embora a conclusão global esteja prevista até final de 2026, segundo o Porto Canal, fonte da Metro do Porto admitiu que a ponte poderá só ficar pronta em 2027.

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