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Metro do Porto

Matosinhos trava transportes gratuitos e espera decisão conjunta da Área Metropolitana

Matosinhos trava transportes gratuitos e espera decisão conjunta da Área Metropolitana

Ao contrário do que foi anunciado pelo Porto, o município de Matosinhos não vai avançar, para já, com a gratuitidade dos transportes públicos. A presidente da câmara, Luísa Salgueiro, defende que a medida só faz sentido se for aplicada à escala da Área Metropolitana do Porto.

A autarca explicou que a decisão está dependente de um estudo encomendado pela Área Metropolitana do Porto, que irá avaliar as condições para implementar a gratuitidade de forma alargada a todos os municípios.

Diferenças na rede e impacto financeiro travam decisão

Segundo Luísa Salgueiro, a realidade de Matosinhos é distinta da do Porto, nomeadamente ao nível da operação dos transportes públicos. Enquanto o Porto conta com a STCP, Matosinhos depende de dois operadores e encontra-se ainda numa fase de estabilização da rede.

Além disso, a autarca sublinha que não foi feita uma avaliação financeira detalhada do impacto da medida, admitindo que, neste momento, não seria possível acomodar esse custo no orçamento municipal.

Medida só terá impacto com visão metropolitana

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Para a presidente da câmara, o principal objetivo da gratuitidade dos transportes deve ser incentivar o uso do transporte público e reduzir a pressão sobre a mobilidade na região.

Nesse sentido, considera que a medida perde eficácia se for aplicada apenas num município, já que muitos trabalhadores se deslocam diariamente entre diferentes concelhos. Como exemplo, refere os residentes em Matosinhos que trabalham no Porto, que continuariam a pagar transporte caso a medida não fosse alargada.

Decisão adiada até conclusão do estudo

A autarca garante que Matosinhos irá aguardar pelas conclusões do estudo da Área Metropolitana antes de tomar uma decisão. A ideia passa por assegurar uma resposta coordenada entre municípios, evitando medidas isoladas.

O objetivo, conclui, é que a gratuitidade possa beneficiar de forma equitativa os residentes de toda a região, incluindo quem se desloca diariamente entre concelhos como Maia, Gondomar ou Vila do Conde.

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