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Maria Francesinha

Maria Francesinha

Na porta nº14 da Rua da Prelada, um pouco afastado do centro do Porto, há um restaurante que abriu em julho de 2025 e que, em menos de um ano, já fez pessoas atravessar a cidade para comer uma francesinha. Chama-se Maria Francesinha e o nome não é por acaso.

Maria Helena, a proprietária, explica que o trocadilho surgiu naturalmente: “Eu sou Maria Helena. Foi mais nesse sentido de fazer um trocadilho. E as minhas irmãs são todas Marias.” Mas há uma segunda camada no nome. 

O espaço é, acima de tudo, uma homenagem ao molho, aquele que Helena já fazia há mais de 30 anos na Adega Túnel, outro estabelecimento da família, em Lordelo do Ouro.

Foi precisamente esse molho que deu origem ao projeto. Os clientes da Adega Túnel pediam a francesinha insistentemente, sobretudo às sextas-feiras. “Os clientes adoravam aquilo, estavam sempre a pedir, tínhamos imensas encomendas de francesinha.”

Com o passar do tempo, Helena decidiu mudar de direção: deixar os pratos do dia e focar mais na francesinha. “Focamos mais na francesinha, por causa do molho, que toda a gente dizia que era muito típico”. No entanto, também há opções diferentes, como cachorrinho, ovos rotos, omelete, menu de criança, prego em pão, entre outras opções.

O molho é, de facto, o argumento central da casa. Helena descreve-o como tradicional, com “aquela alma do Porto.” A receita não é de agora, até porque estamos a falar de um molho que já tem cerca de 30 anos de história.

Tanto que alguns clientes mais atentos reparam logo. “Muitos clientes que vêm cá dizem, vê-se logo que não é um molho feito por alguém que só tem um ano de casa”.

A recetividade desde a abertura tem sido positiva. O restaurante, com 36 lugares, está habituado a ter casa cheia, especialmente aos fins de semana. Entre os clientes habituais destaca-se um senhor de 92 anos que aparece todas as terças-feiras. 

“Ele é um amigo, hoje veio ele e o filho. Ele diz mesmo que adora como ele lhe faz bem. Eu acordo no dia a seguir revigorado, costuma dizer” – conta Dânia, também proprietária do restaurante e filha de Helena.

A localização, reconhece Helena, não facilita: “No início passámos um bocadinho de dificuldade porque estávamos aqui um bocadinho escondidos”. Foram as redes sociais e algumas menções na imprensa que ajudaram a mudar isso.

Para o futuro, os planos existem mas são cautelosos, como convém a uma casa que, nas próprias palavras da proprietária, ainda é um bebé. No entanto, um “bebé” que serve francesinhas como gente grande.

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