“Avançámos com passos seguros e na direção certa, convocando pela primeira vez os artistas da cidade”, declarou o presidente, recordando que, neste domínio, foram já apoiados 53 projetos dos mais variados setores artísticos.
Além de Fernando Lanhas, o roteiro portuense de arte pública inclui a obra de João Louro “Dead End 15”, da série “Highway Painels”, em torno da obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen; “Kneaded Memory/Memória Amassada”, da artista plástica Dalila Gonçalves; “O Meu Sangue é o Vosso Sangue”, de Rui Chafes; “Três metáforas de árvores para uma árvore verdadeira”, de Alberto Carneiro; além de outras já pré-existentes na cidade, como a escultura de Ângelo de Sousa na Avenida da Boavista e o conjunto de Juan Muñoz na Cordoaria, avança o portal da autarquia.
“Cidade como um museu a céu aberto”
Com este patamar alcançado, Rui Moreira considera estar na altura de apresentar o Mapa de Arte Pública que “permitirá descobrir novos trajetos no Porto, ao mesmo tempo que se reativa o nosso património”.
Rui Moreira defendeu que a instalação de arte pública “exige ponderação e até negociação, mas sem limitar, sem disciplinar a criatividade ou a espontaneidade”, pelo que é de esperar que prossiga a tendência de multiplicação de obras pela cidade, com particular ênfase na zona histórica.
O Mapa de Arte Pública, que será disponibilizado em locais como os postos de turismo, o aeroporto e outros pontos estratégicos, traduzirá a ideia preconizada por Paulo Cunha e Silva da “cidade como um museu a céu aberto”.