As ruas da cidade do Porto acabaram de ficar mais limpas, após a ação levada a cabo, esta segunda-feira, dia 17 de novembro, por cerca de meio milhar de estudantes do Porto. A ação consistiu na recolha de pontas de cigarro pelas ruas da baixa.
A iniciativa, promovida pela Polícia Municipal e pela Federação Académica do Porto, assinalou o Dia Mundial do Não Fumador e procurou alertar para os efeitos do tabaco na saúde e no ambiente (via Porto Canal).
As beatas começaram a ser recolhidas ao início da tarde, com os grupos a espalharem-se por várias artérias do centro. Entre eles estava David Maia, aluno da Escola Superior de Saúde, que já marcou presença em edições anteriores.
O estudante, citado pelo mesmo meio de comunicação, referiu que atividades deste género ajudam a unir colegas e a lembrar a importância de “sensibilizar a população, para manter a nossa cidade o mais limpa possível”.
Quem esteve presente foi a agente da Polícia Municipal Paula Alves, que acompanhava um dos grupos. Esta explicava aos alunos que as pontas de cigarro “são o lixo mais descartado do mundo” e que anualmente podem ser atiradas ao chão cerca de cinco biliões.
Ao final da tarde, os grupos regressavam à Praça dos Leões com os sacos cheios. A comandante da Polícia Municipal, Liliana Marinho, destacava que “ainda há pessoas que não têm consciência de que é uma contraordenação”, lembrando que as multas “vão de 150 a 500 euros”, embora ainda não tenham sido aplicadas. Para já, a aposta tem sido “só na vertente da sensibilização”.
A vice-presidente da autarquia, Catarina Araújo, reforçou que “envolver os jovens desde o início é o caminho para o sucesso”, enquanto o presidente da FAP defendia que estas ações ajudam a criar uma mentalidade que “faz depois no dia-a-dia não cometer este tipo de atos”.
No final, o volume de resíduos recolhidos surpreendeu até os agentes. “Já não cabem mais beatas nestas 10 caixas”, comentava um polícia, enquanto enchia novos sacos.