A VIVA! esteve à conversa com Lucas With Strangers. Tornou-se num grande sucesso no mundo digital, por causa do seu grande propósito: fazer pessoas felizes. Desde o filme que mudou a sua vida, às histórias mais marcantes que já viveu e muito mais, foi possível conhecer um jovem de 24 anos que já ajudou a mudar muitas vidas pela positiva.
O Lucas começou o projeto “Lucas with Strangers”, a partir de um evento traumático da sua vida. Depois do que aconteceu em 2020, qual foi o gatilho que despertou esta vontade de arrancar o projeto?
Eu, na altura, tinha três coisas que não gostava mesmo: redes sociais, falar com estranhos e sair à rua. Então basicamente o projeto era literalmente as coisas que eu tinha mais medo de fazer transformadas numa espécie de desafio dado por uma amiga minha. Eu fui quase que forçado a aceitar, porque na altura eu vi um filme, chamado “Yes Man”, com o Jim Carrey, em que ele aceita dizer que sim a todos os desafios. Independentemente do quão pequenos eles sejam, do quão difíceis, dizer que sim. Eu decidi fazer o desafio, até porque estava numa altura em que eu não tinha mais esperanças na minha vida, achava que ia ficar por ali e não ia alcançar nada. Não tinha nada a perder. Contei aos meus amigos o que estava a fazer, do desafio da minha amiga de juntar os 3 medos num projeto. Na prática, criar uma página, onde ia para a rua e falava com estranhos. Assim começou o “Lucas With Strangers”, um projeto muito diferente no início, que era apenas de falar e só depois passou a ser de ajudar.
Ao início, como escolhia as pessoas com quem falava? O critério foi mudando com o passar do tempo e do crescimento do projeto?
Sim, bastante! No início mesmo, ia para a rua e falava primeiro com estrangeiros, porque, não sei bem porquê, era menos constrangedor para mim. Se calhar, porque não os ia ver novamente. Também falava com pessoas que pareciam simpáticas. Ao longo do tempo, o critério foi mudando, continuou algum tempo a ser sobre pessoas aleatórias. Neste momento, é um híbrido entre pessoas aleatórias e pessoas que nós fazemos algum tipo de estudo antes de as abordar. Algumas continuam a ser abordadas aleatoriamente e assim conhecemos as histórias delas. No entanto, também recebemos muitos pedidos de ajuda, de pessoas a pedirem para ajudar a sua comunidade, amigos, família. Analisamos as histórias e aí temos mais controlo sobre a história, o que também é importante, especialmente quando lidamos com orçamentos maiores. É esse o caso de algumas histórias recentes, do último ano ou ano e meio, que envolvem angariações de fundos, etc. Aí, o controlo tem de ser maior.
O Lucas já ajudou inúmeras pessoas em tão pouco tempo. Emocionalmente, dá sempre para desligar das histórias das pessoas que conhece?
No início, isto era muito difícil para mim e se calhar continua a ser um bocadinho. Mas sinto que agora é mais fácil. Ao início, apegava-me muito às histórias. Acho que vivia numa bolha muito isolada na minha própria vida, acho que agora não tanto, mas volta e meia há experiências que me fazem perceber que afinal ainda vivo na minha bolha. E ela não é assim tão grande como nós pensamos. Ao ouvir tantas histórias de pessoas da minha idade em situações completamente diferentes ou histórias de vida que nem imaginava serem possíveis, aqui ao nosso lado, em pessoas que parecem iguais a nós, isso frustrava-me muito no início. Frustrava-me por não conseguir ajudar toda a gente. Há muitas histórias que não conseguimos ajudar. Há pessoas que não têm capacidade de ser ajudadas, que ainda não estão prontas para isso. Mas acima de tudo há histórias em que elas deixam uma marca emocional muito grande. Ao longo do tempo, fiz algo que até acho um erro, que é tentar desligar-me para tentar proteger a minha saúde mental. Tentei mesmo desligar-me e fechar esse canal da empatia um bocadinho. Focar-me no pragmatismo de ajudar. Essa fase não durou muito tempo e percebi que foi um erro. Há uma parte muito importante de nos conectarmos uns com os outros. Às vezes, é difícil sermos empáticos e ajudarmos os outros, mas é necessária essa dor para ajudarmos os outros.

Qual foi a história mais marcante que já ouviu até hoje?
Nunca sei muito bem como dizer uma história. Há histórias que me marcaram muito, ou por serem trágicas, ou por terem um final feliz, vários motivos. Mas houve uma que me marcou, em que eu achava que não tinha tido grande impacto na vida dessa pessoa. Foi um vídeo relativamente pequeno e com budget limitado, em que levei uma rapariga brasileira que estava a viver em Portugal, ao Brasil ter com a mãe que estava com cancro. Pensei “ok, fizemos uma reunião familiar, ela depois volta para Portugal e é isso”. Soube mais tarde que essa rapariga voltou para o Brasil, a tempo inteiro, para viver com a mãe. Na altura, pareceu-me um gesto pequeno, comparativamente com outras ações e se calhar mudou mais a vida delas do que outras ações maiores que fiz, com muito mais dinheiro e muitas outras coisas. Marcou-me muito, porque percebi mesmo o quão importante era essa reunião familiar, o quão importante era estarem unidos. E o quão uma coisa que, para nós, pode parecer pequena, mas que pode ter um impacto gigantesco na vida de outra pessoa.
Há quem diga que o ser humano, por natureza, é egoísta. Num mundo repleto de conflitos e alheamento do que está à volta, já se sentiu observado com desconfiança por escolher de forma tão vincada o altruísmo?
Sim, 100%. Eu tenho também uma visão, não que todo o ser humano seja egoísta, mas que há muito egoísmo no ser humano. E é prevalente, pelo menos fala mais alto. A empatia e o amor falam mais baixinho do que a violência e o ódio. É difícil perceber isso. A minha visão das redes sociais ainda é negativa e, aliás, ainda há pouco analisava as estatísticas da minha página e o TikTok mostra vídeos que os meus seguidores estão a ver. O top 20 são todos de tragédias, mas não só os meus seguidores. São notícias de acidentes, notícias de guerras, secções de comentários cheias de ódio. É muito fácil cair no erro de pensar que as pessoas são todas assim e que é isso que querem ouvir. No início, eu não achava que uma página focada em altruísmo pudesse crescer muito. No entanto, a página cresceu a um ponto se calhar muito acima de páginas focadas em ódio. Isso mostrou-me o contrário. Se calhar há muita gente que é altruísta, que tem isso, só não sabe como canalizar esses sentimentos, e que o ódio fala sempre mais alto. Uma pessoa tem sempre mais vontade de comentar quando está chateada do que quando está feliz. É a natureza humana, mas acho que há muita gente que quer ajudar e não sabe como. Gosto de pensar que sou uma ponte entre as pessoas que querem ajudar os outros, mas que não têm forma fácil de o fazer. No entanto, têm intenção. Por isso, não digo que sejam egoístas por natureza, ainda que haja muito essa tendência especialmente nas redes sociais. Quanto à parte da desconfiança, principalmente no início, há quem não acredite nos vídeos. Para mim é estranho que, para elas, seja mais fácil acreditar que eu tenha arranjado os melhores atores do mundo para estar no vídeo a fazer uma performance e a chorar, em vez de verem emoção humana pura a acontecer ali. Sei lá, levo uma pessoa a visitar a família no Brasil e não acreditam. Como assim? Acham que foi um ecrã verde atrás e não fomos? Era mais difícil fazer os vídeos falsos do que os verdadeiros. As redes sociais estão cheias de notícias falsas e isso tudo, logo até entendo o ceticismo das pessoas. Mas há alturas em que temos de largar o ceticismo e sermos humanos.
Quando um projeto como o “Lucas with Strangers” se torna tão relevante, é possível continuar a fazer com que o espírito de missão prevaleça sempre em detrimento do “produto comercial”?
Acho que sim, sem dúvida. Eu faço uma coisa importante para mim, que é: eu quase não posto vídeos. Só posto vídeos quando quero postar. Não estou a dizer que quem faz o contrário está errado. Mas acho que na minha missão em particular tem de ser assim. Há muitos criadores de conteúdo, em que a estratégia recomendada é fazer muitos posts, ser consistente. A minha média anda a rondar um post por mês. Há meses em que se calhar posto 5 vezes por mês e há outros meses em que não posto nada. Tem a ver muito com a vontade, com aquilo que eu sinto. Se estou bem para me conectar com as pessoas, para fazer isso. É difícil e acho que merece esse tempo, sem ser tratado como uma rede social normal. Eu gosto muito de fazer vídeos e isso é uma parte importante do projeto. Eu gosto mesmo de editar, quando era pequeno fazia vídeos com a minha irmã. Sempre foi uma coisa que eu gostava de fazer. Gosto de artes em geral e considero fazer vídeos uma arte. Há uma parte de mim que tem gosto em transformar o que aconteceu num produto bonito e que faça as pessoas ficarem felizes, chorarem de felicidade. É algo que eu gosto. Mas acho que não há risco de cair na parte comercial, pois é algo que eu genuinamente gosto de fazer e criar esses momentos emocionais é bonito. Outra coisa, quando eu trabalho com marcas, elas também são muito flexíveis comigo, até porque não trabalho com marcas que não o sejam. Deixam-me criar esses momentos bonitos. Muitas vezes, as pessoas têm medo de algo ser comercial ou ser um anúncio, mas é verdade é que todos usamos produtos. E eu, mesmo sem usar uma marca para patrocinar um vídeo, vou usar produtos e serviços de marcas. Muitas vezes, as associações que existem é com marcas que eu já iria usar de qualquer maneira, e que depois se associam ao vídeo. Por isso, não há um risco muito grande, pelo menos não o senti.
Poucos são aqueles que podem dizer que ajudaram tanta gente como o Lucas. O que é que se aprende neste processo, acerca do que é o nosso papel no mundo?
Estou numa posição em que é mais fácil, a minha profissão é isto. Eu estava mesmo a pensar no valor moral que isto tem, até de um ponto de vista mais de karma. Será que, pelas pessoas que eu ajudei, isso conta mais? Ou não? Eu acho que não, porque para mim é mesmo mais fácil. Estou numa situação em que me facilita, porque é a minha profissão. Tenho muitas pessoas que querem ajudar. Já vi gente a fazer sacrifícios para contribuir para uma causa, que se calhar eu não era capaz de fazer. Vou dar um exemplo que já aconteceu umas 3 ou 4 vezes, pelo menos. Já vi quem doasse o dinheiro todo que tinha na conta delas, não era muito, mas algumas até em situações financeiras mesmo complicadas, e que mesmo assim querem ajudar o próximo. Acho que isso é tão valioso, pelo que não acho que seja uma questão de quantidade de pessoas que ajudei. Tem mais a ver com o que isso significou para nós e com as intenções que nós temos. Muitas dessas pessoas são tão altruístas. Podem não ter ajudado tanta gente como eu, mas acho que isso conta mais. Se calhar, têm um trabalho que lhes tira 8 ou 9 horas por dia, precisam de se focar nisso e no final do dia focam-se em ajudar as pessoas. Acho isso muito bonito e mesmo poderoso. O nosso papel no mundo, que é algo que eu nunca percebi, não tenho a certeza, mas descobri um papel onde gosto de estar. Acho que podemos ser muita coisa ao longo de uma vida. Ela é longa o suficiente para isso, se tivermos sorte. De qualquer forma, acho que uma posição que devemos sempre ter é de ajudar os outros. Sempre. Acho que é tão óbvio que é até quase um clichê, mas se todos fizéssemos isso, o mundo era tão mais fácil. Gostava que toda a gente tivesse um bocadinho desse espírito. Tento trazer isso a toda a gente e mostrar que basta uma pequena coisa para fazer isso acontecer.
Costuma perguntar sempre às pessoas como é que as pode fazer felizes. E ao Lucas? É possível fazê-lo feliz? Ou ninguém tem essa capacidade?
Definitivamente, há muita coisa que me faz feliz. Sou uma pessoa feliz e acima de tudo acho que eu me consigo fazer feliz, nós todos temos essa capacidade. Sei que é controverso, mas sinto que a felicidade é uma escolha. Não falo por experiência própria e digo que é uma escolha difícil de fazer. Mas já vi pessoas em situações mesmo muito complicadas, final de vida, doenças terminais, situações familiares complicadíssimas, e são mais felizes do que eu. Isso para mim sempre me deixou a pensar que é possível ser feliz em qualquer situação. É mesmo uma questão de nós o escolhermos. É mais fácil falar quando estamos felizes e está tudo bem. Mas acho mesmo que é uma escolha. Acima de tudo, nós conseguimos fazer-nos feliz a nós mesmos. E claro, há coisas externas que ajudam e, para isso, tenho muita gente que gosto próxima de mim. Pouca gente mas com muito amor e que acho que são pilares na minha vida. As pessoas são mesmo o mais importante, que nos dão mais facilidade a ser felizes. Pode correr tudo mal, mas se no final, tivermos família e amigos connosco, é mais fácil de lidar com todas as situações.
Lida bem com a exposição? Qual é o lado bom e o lado menos bom?
Já lidei pior. No início, eu gostei muito. É uma experiência diferente e muito interessante, acho que toda a gente devia ter a oportunidade de viver isso uma vez na vida. É uma experiência interessante de as pessoas nos conhecerem e nós não sabermos quem elas são, mas o nosso trabalho ter impactado a vida delas. É muito interessante do ponto de vista humano, pois não faz muito sentido. É uma coisa relativamente moderna. Há 500 anos, se calhar só uma pessoa de alto calibre conseguia atingir tanta gente como hoje em dia, por exemplo, um influencer. É muito estranho ser uma pessoa normal e ter esse alcance. Reflete os tempos em que vivemos e achei interessante poder viver isso. Mas claro que tem um impacto muito grande na vida interpessoal, principalmente em relações interpessoais. É muito difícil confiar nas pessoas, pois há muita gente que se aproxima apenas pela fama. Gente que nunca falava comigo e começou a falar, os exemplos clássicos. Nada de errado, mas é difícil para mim depois diferenciar o que é simpatia e ser interesseiro. Isso causa problemas de confiança, problemas de privacidade, andar na rua, a passar tempo com amigos, é mais chato para as pessoas com quem me dou. No entanto, acho que é um bocadinho o preço a pagar por poder fazer isto. Não trocava isto e gosto de ter esta influência, pois significa que posso continuar a fazer mais.
Fora do projeto, como é um dia normal na vida do Lucas?
Eu não sei o que é um dia normal na minha vida, porque nunca tenho um dia normal. Eu faço coisas diferentes, não tenho rotinas. Gosto disso neste trabalho, não é rotineiro e nunca há um dia igual a outro. Um dia normal para mim se calhar é dizer que sim a aventuras que me convidem. Tenho explorado outros lados de mim que se calhar nunca tinha pensado. Tenho pintado quadros ultimamente, experimentado tocar piano mais um bocadinho, jogar jogos, estar com amigos, passear, gosto de dar voltas de bicicleta e explorar cidades diferentes, sítios onde nunca tenha estado. Por isso, na minha vida, um dia normal é um dia de exploração. Não no mau sentido de explorar, mas no sentido de descobrir.
Numa entrevista anterior, disse que não gosta propriamente de rótulos. Ficar sempre associado ao “Lucas With Strangers” é um rótulo que o orgulha ou que o incomoda?
Obviamente que me orgulho, acho que quase se tornou o meu nome principal. É muito engraçado porque foi uma escolha que eu na altura nem valorizei muito. E acabou agora por ser a expressão que eu oiço mais no dia a dia. Por isso, é engraçado o impacto que isso teve. É um rótulo que me orgulha, obviamente que tento cada vez mais na minha vida pessoal diferenciar-me disso. Houve uma altura em que eu era simplesmente o Lucas With Strangers, e eu acho que é saudável também explorar o Lucas Rodrigues e o que o Lucas fora deste projeto tem para dar ao mundo, que é muita coisa. Não de forma pública, mas de forma privada, no dia a dia. Isso é algo que eu gosto e tento fazer sempre, concretizar sonhos fora das câmaras e fazer pequenas boas ações. Acho que isso é uma vertente do Lucas Rodrigues e não do Lucas With Strangers que é, invariavelmente, uma personagem pública.
À Porto Editora, chegou a dizer que já “provou o bom da vida”. Diria que ainda há outro tanto para provar?
Claro. Mas já tive uma experiência incrível, a oportunidade de viver a vida que eu tive até agora foi algo que eu nunca esperava. Então, poder viajar muito, conhecer tanta gente, ter um lado humano que se calhar não teria oportunidade de perceber a dimensão. Há tanta coisa que eu aprendi neste processo e que tem sido tão interessante todos os dias. Por isso, acho que já provei o bom da vida, mas há muito mais e sei que não vou conseguir ver tudo. Há tanto mundo para explorar, tanta gente para conhecer. Nenhum de nós é capaz de ver isso tudo. Todos temos o lado bom da vida para provar, é só não parar de o procurar.
Dezenas e dezenas de vídeos depois, o que é hoje em dia um “estranho” para o Lucas?
Pois, não sei. Eu gosto tanto de falar com estranhos que às vezes sinto que são amigos. A certa altura, comecei a ver desconhecidos como colegas de espécie, quase. Somos da mesma espécie e somos colegas de vida que nascemos mais ou menos na mesma altura. No tempo do universo, somos quase irmãos. Nascemos na mesma altura. Partilhamos o mesmo mundo e então é como partilhar a casa com alguém. Os estranhos são os nossos housemates do mundo. Com a maior parte das pessoas, não há mesmo nada a ter medo e muito a aprender com toda a gente. Mesmo com aqueles que achamos que têm opiniões muito diferentes ou que são burras, ou que têm opiniões que somos contra. Há sempre muito a aprender com toda a gente, mesmo que seja com a diferença.
Para acabar, pedia que completasse a frase, num contexto onde falam de si daqui a vários anos. “O Lucas é/foi uma pessoa…”
O Lucas é/foi uma pessoa que impactou muita gente pela positiva. Era o que eu gostava. Uma pessoa que deixou uma marca no mundo. Acho que todos nós deixamos uma marquinha e grande ou não, isso muda o futuro da humanidade para sempre. É o efeito borboleta, qualquer pequena ação que nós temos vai mudar o mundo para sempre. Todos fazemos isso e eu gostava de o poder fazer numa escala em que se notasse e que conseguisse desviar o mundo para a direção da bondade e de estarmos aqui uns para os outros. Fico ao mesmo tempo triste de perceber que isso provavelmente é muito difícil de se materializar. E ver que por mais views que eu tenha nas redes sociais, no final as redes sociais continuam o mesmo sítio cheio de ódio. Por isso, preciso da ajuda de mais pessoas e que mais pessoas queiram isso. Acho que nunca é tarde para virarmos este barco da humanidade, para um lado mais bonito
O que esperas deixar ao mundo com este projeto?
Espero deixa acima de tudo uma noção de que nós podemos mudar a vida das pessoas. Nunca acreditei que era possível fazer isso e fiz. Numa angariação, fizemos cerca de 23.000 euros, acho eu. Juntamos esse valor e a doação média foi a rondar os 4 euros. Pessoas com esse dinheiro, muitas abaixo disso, conseguimos mesmo mudar a vida de alguém. É essa a mensagem que eu quero deixar. Nós todos, com pequenas ações que para nós são insignificantes, podemos ter um impacto gigante. Por vezes, é só estar disponível para estender a mão e dar um bocadinho de amor.