Após longos tempos de incerteza, já há uma confirmação. A conclusão da segunda fase do metrobus do Porto, entre a Avenida Marechal Gomes da Costa e a zona da Anémona, está prevista para agosto de 2026. A informação foi avançada esta quinta-feira pelos presidentes da Metro do Porto e da Câmara Municipal do Porto.
Num dia em que foi assinado um memorando entre Metro, Câmara do Porto e STCP, o presidente da Metro do Porto assegurou que o calendário está alinhado com o limite de utilização dos fundos europeus, sublinhando que o prazo termina no final do oitavo mês do ano (via Porto Canal).
No que diz respeito às alterações introduzidas na segunda fase, Pedro Duarte destacou uma abordagem distinta da adotada inicialmente, sobretudo na Avenida da Boavista. O autarca garantiu que será preservado o enquadramento paisagístico junto ao Parque da Cidade, admitindo até o alargamento do separador central.
“Em toda essa zona vai ser respeitado aquilo que é o enquadramento paisagístico que já temos hoje na fase do Parque da Cidade, podendo mesmo alargar esse mesmo corredor central que está a ser fruído pelos portuenses através de uma ciclovia e de um espaço pedonal que é utilizado com muita frequência”, afirmou.
Segundo o presidente da Câmara, essa lógica estender-se-á para nascente. “Essa zona vai ser não só mantida, mas vai ser alargada até o cruzamento de Antunes-Guimarães, portanto, também para a solução mais nascente”, acrescentou, assegurando que o projeto concretiza compromissos assumidos em campanha. “Vamos conseguir cumprir aquilo que foi o nosso propósito e a nossa intenção durante a campanha eleitoral”, disse.
Pedro Duarte sublinhou ainda que a segunda fase terá um enquadramento urbano substancialmente diferente da primeira, com maior preocupação ambiental e social. Haverá “um enquadramento dentro da Avenida da Boavista bem diferente da fase 1”, com “maior respeito” por um espaço “muito mais propício à convivência popular, ao usufruto comunitário por parte das famílias e dos portuenses, de um espaço que é de excelência” e que o executivo pretende “preservar e promover”.
Note-se que a primeira fase, conforme a VIVA lhe deu a conhecer recentemente, vai iniciar a sua operação em fevereiro de 2026.