PUB
Pingo Doce 2026 até 2/3

Já foi aprovada uma grande mudança no Mercadinho da Ribeira

Já foi aprovada uma grande mudança no Mercadinho da Ribeira

O tradicional Mercadinho da Ribeira, com origens medievais, vai passar a ser gerido pela nova associação criada pelos próprios vendedores. A medida, aprovada por unanimidade pelo Executivo municipal nesta segunda-feira, pretende evitar o que o presidente da Câmara descreveu como “um vazio” na gestão do espaço.

A decisão foi tomada antes do fim das atuais licenças de venda, válidas até dezembro. Sem esta solução, a autarquia teria de optar por um leilão ou por um sorteio aberto a qualquer interessado, o que poderia afastar os comerciantes históricos (via CM Porto).

A criação da Associação Mercadinho da Ribeira partiu de uma reunião com os cerca de 20 vendedores que ocupam o espaço. O acordo inclui a aprovação de um regulamento “em tudo semelhante ao municipal” e a designação de um representante para manter contacto com a Câmara.

Rui Moreira fez questão de garantir que “esta decisão não condiciona o futuro Executivo porque, nesta questão dos mercados, em qualquer momento, o Município pode suspender ou extinguir a sua atividade”, assegurando que continuará a ser a autarquia a fiscalizar. “Para o futuro, não fica o vazio”, reforçou.

Diagnóstico dos mercados do Porto

Na mesma reunião foi apresentado um estudo sobre os mercados e feiras municipais. O levantamento identificou 13 espaços geridos pela autarquia, que reúnem 329 comerciantes e, entre janeiro e agosto deste ano, geraram quase 78 mil euros em receitas. Já os 15 mercados privados da cidade registaram, no mesmo período, cerca de 24 mil euros.

A Feira da Vandoma é o maior polo, reunindo 44% dos vendedores. Este espaço, assim como o Mercado das Artes, o Mercadinho da Sé e o próprio Mercadinho da Ribeira, apresenta taxa de ocupação total. O perfil dos comerciantes mostra uma média etária de 63 anos, com predominância masculina, sendo que apenas 26% residem no Porto.

PUBLICIDADE - CONTINUE A LEITURA A SEGUIR

Quanto ao público, os residentes locais representam 44,8% dos visitantes, seguidos pelos turistas (31,4%), sobretudo nos mercados mais centrais. Entre os principais atrativos estão a diversidade de produtos, os preços acessíveis e o ambiente ao ar livre. A maioria dos compradores gasta até 50 euros por visita (86,5%).

A avaliação global é positiva: 60% dos visitantes classificam a experiência como “boa” e 18,2% como “excelente”. O Mercadinho do Cerco, a Feira da Pasteleira e o Mercado das Artes destacam-se pela elevada taxa de satisfação.

O estudo indica ainda prioridades para o futuro: requalificação e maior conforto nos espaços (38,1%), reforço da comunicação e presença digital (34,8%), horários mais flexíveis (26,6%) e dinamização de eventos culturais e gastronómicos (18,4%).

A estratégia municipal passa também por diversificar produtos, criar incentivos, apoiar jovens empreendedores e fomentar parcerias para revitalizar os mercados do Porto.

(Foto: via CM Porto)

PUBLICIDADE - CONTINUE A LEITURA A SEGUIR

PUB
Pingo Doce até 2/3