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Já arrancaram as obras no antigo Matadouro de Campanhã

Já arrancaram as obras no antigo Matadouro de Campanhã

Desativado há mais de duas décadas, o Matadouro Industrial de Campanhã está prestes a ganhar uma nova vida, convertendo-se num polo empresarial, cultural e social, que transformará, por completo, a zona oriental da cidade do Porto.

As obras, há muito ansiadas pela população nortenha, já arrancaram, concentrando-se os trabalhos, atualmente, “na demolição dos elementos em avançado estado de degradação”. “Fazem-se sondagens, avaliam-se pormenores do projeto relativos aos edifícios e à passagem superior de peões sobre a VCI, derruba-se o que já mal se aguenta em pé, retira-se entulho acumulado ao longo de infindáveis estações. É este o atual ponto de situação da obra de reconversão do antigo Matadouro Industrial de Campanhã”, revelou a Câmara Municipal do Porto, depois de uma visita do presidente, Rui Moreira, ao local.

Assinado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, em parceria com o gabinete OODA, o projeto fará nascer no terreno, situado na freguesia de Campanhã, uma área para a instalação de empresas, galerias de arte, museus, reservas de arte, auditórios, espaços expositivos e equipamentos sociais, que “prometem ser o impulso que faltava à freguesia de Campanhã, à zona oriental da cidade, mas a toda uma Região”, sublinhou a autarquia, aquando do anúncio do projeto.

Em causa está um investimento de quase 40 milhões de euros, totalmente suportado pela Mota Engil, empresa que venceu o concurso lançado pela Câmara do Porto, em 1 de agosto de 2017, para a concessão do espaço. No final dos 30 anos da concessão, o equipamento regressa à esfera municipal.

De uma área de cerca de 26 mil metros quadrados, o contrato prevê a utilização de cerca de 20.500 m2 de edificado, dos quais cerca de 12.500 m2 se destinam a espaço empresarial (a ser explorado pela Mota Engil) e quase 8.000 m2 de espaços a serem explorados pelo município.

Na área a ser gerida pela autarquia, haverá espaços com valências culturais e de dinamização social, nomeadamente: uma nova extensão do Museu da Cidade, uma extensão da Galeria Municipal, um acervo e depósito de obras de arte, um espaço educativo, outro espaço de cultura e práticas sociais e uma área para o projeto Ateliers Municipais.
Adicionalmente, será ainda disponibilizado um edifício para as novas instalações da esquadra da PSP – Polícia de Segurança Pública (3.ª Divisão Policial do Comando Metropolitano do Porto).

O projeto, recorde-se, incluirá também a construção de uma ponte pedonal que passará por cima da VCI para ligar o Matadouro à estação de metro do Dragão. 

Imagem: © OODA / Kengo KumaO futuro Matadouro de Campanhã

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