Mais de 60 profissionais de saúde discutiram os últimos dados epidemiológicos da região norte. O IPO-Porto pretende avançar com a criação de uma rede de especialistas que permita um melhoramento da gestão da doença oncológica e de apoio aos doentes.
As vantagens do “Odisseias” foram conhecidas já esta semana durante o Encontro dos Registos Oncológicos – 2019. O projeto visa essencialmente “agregar diversos especialistas em oncologia”, de forma a “promover um maior conhecimento da doença oncológica na região norte em todas as suas dimensões: epidemiológicas, clínicas, terapêuticas e resultados”.
Desta forma, possibilitar-se-á “a obtenção de dados críticos para a gestão da doença oncológica e apoio aos doentes, familiares e investigadores”, refere a Câmara do Porto.
A diretora do Serviço de Epidemiologia do IPO-Porto e responsável pelo Registo Oncológico da Região Norte, Maria José Bento, apontou algumas evidências que foram objeto de debate neste encontro, nomeadamente “os dados de sobrevivência dos doentes com doença oncológica” na região, “custos do seu tratamento, incidência da doença oncológica por município” e perspetivas futuras.
A criação da rede associada ao projeto Odisseia reflete também a mais-valia da colaboração entre as instituições de saúde
O portal de notícias da autarquia salienta, ainda, o facto da criação desta rede ser uma mais-valia da colaboração entre as instituições de saúde e cita o presidente do IPO-Porto, Laranja Pontes: “estes encontros reforçam todo o trabalho que se tem feito em prol da investigação da doença oncológica” e “o recurso ao digital e a implementação de uma rede de networking são as duas ferramentas essenciais para a evolução do conhecimento do cancro e para a tomada de decisões”.