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Investigadores do Porto distinguidos com Prémio Grünenthal

Em declarações à Lusa, a investigadora principal, Joana Ferreira Gomes, explicou que o objetivo do estudo foi o de contribuir para “um maior esclarecimento do que está na origem da dor associada à osteoartrose, uma das principais causas de dor crónica a nível mundial”. Segundo a responsável, uma vez que o tratamento existente “não é totalmente eficaz”, tornava-se necessário “compreender melhor como se processa esta dor”. Os resultados do estudo sugerem que “uma das causas da dor na osteoartrose possa ser a lesão dos neurónios que inervam o osso que está por baixo da cartilagem articular, a qual é destruída no decurso da osteoartrose”.
O Prémio Grünenthal distinguiu também com 7.500 euros a investigação “Potenciais evocados somatosensitivos podem traduzir objetivamente o balanço nocicepção/antinocicepção sob ação de anestésicos gerais”, da autoria de investigadores do Serviço de Anestesiologia do Hospital de Santo António/Faculdade de Engenharia do Porto. O estudo, da autoria de Ana Castro, Pedro Amorim, Catarina S. Nunes e Fernando Gomes de Almeida, propõe “um novo método objetivo de quantificação da dor”. De acordo com Ana Castro, “há muitos doentes que têm dificuldade em avaliar e quantificar a dor e há situações em que os doentes não estão capazes de comunicar. Em tais situações seria vantajoso poder utilizar métodos objetivos de medição da dor”. Assim, o estudo realizado “permitiu demonstrar a utilidade dos potenciais evocados como método objetivo de quantificação da ‘dor’/nocicepção, sugerindo que no futuro possa ser usado na clínica para guiar a administração de analgésicos e de anestesia em doentes incapazes de comunicar a dor”, esclareceu a investigadora.
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