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Investigadora do i3S distinguida pela Sociedade Americana de Glicobiologia

Investigadora do i3S distinguida pela Sociedade Americana de Glicobiologia

A Sociedade Americana de Glicobiologia atribuiu o prémio carreira a Salomé Pinho, investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, um reconhecimento dos contributos científicos da cientista na área do cancro e da doença inflamatória do intestino.

O “Glycobiology Significant Achievement Award” é atribuído anualmente a um cientista jovem ou a meio da carreira (ao nível de Professor Assistente/Associado), que tenha feito uma descoberta importante que teve, ou tem potencial de ter, um impacto substancial no campo da glicobiologia, explica o i3S.

Este ano, o prémio foi atribuído a Salomé Pinho como “reconhecimento das suas contribuições e descobertas na área do cancro e inflamação no domínio da glicobiologia”. 

Para a investigadora do i3S, este reconhecimento científico internacional pelos seus pares representa “uma enorme honra, um orgulho e uma responsabilidade acrescida”.

Este prémio reflete igualmente “a qualidade e a excelência da investigação nacional e do meu grupo no i3S em particular. É um prémio que dedico a todos os investigadores do grupo que coordeno e que me têm acompanhado ao longo dos anos, assim com à minha instituição, i3S, tornando possível esta distinção pela comunidade científica mundial”, acrescenta Salomé Pinho.

Salomé Pinho, 40 anos, é atualmente investigadora principal do i3S, onde lidera o grupo “Immunology, Cancer & GlycoMedicine”. A investigadora tem centrado o seu trabalho no estudo de glicanos (açucares) no desenvolvimento e progressão do cancro gastrointestinal e especificamente da doença inflamatória do intestino (que inclui a doença de Crohn e a colite ulcerosa).

“Um dos marcos científicos do grupo de investigação liderado por Salomé Pinho foi a realização de estudos pioneiros que permitiram a identificação de uma deficiência num açúcar (carbohidrato ou glicano) dos linfócitos T do intestino dos doentes com Doença Inflamatória Intestinal. A equipa demonstrou que esta deficiência num açúcar está associada à hiper-ativação da inflamação intestinal, o que lhes tem permitido o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas e novos biomarcadores de prognóstico da doença”, assinala o portal da U.Porto.

Estas descobertas foram publicadas em “várias revistas de elevado impacto científico internacional, destacando-se a Proceedings for the National Academy of Sciences; Gastroenterology; Nature Reviews Cancer e Journal of Crohns and Colitis, entre outras”.

Salomé Pinho conta já no seu currículo com vários prémios internacionais, como o “Young Investigator Award” da European Association for Cancer Research (EACR) e um prémio da European Crohn´s and Colitis Organization (ECCO), destinado a financiar o desenvolvimento de uma nova estratégia terapêutica na área da Doença Inflamatória Intestinal. Destaque ainda para as distinções atribuídas pela CCFA (Crohns & Colitis Foundation of America) e pela IOIBD (International Organization for the study of Inflammatory Bowel Disease), assim como o financiamento de um milhão de euros, atribuído em 2019 pelo Departamento de Defesa Americano (U.S. Department of Defense).

Foto: I3S

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