O autor, conhecedor da obra de Brandão e da história da Foz do Douro, desde cedo intuiu que as páginas referentes à sua morada, as suas descrições interiores e a paisagem, os elementos sociais, não podiam corresponder à casa da Rua da Bella Vista, 62, hoje Rua Raul Brandão (onde figura uma placa comemorando o seu nascimento).
“A casa que foi mesmo propriedade do escritor, e antes de seu pai, é a da morada que ele tantas vezes deu, nomeadamente a Teixeira de Pascoaes; Cantareira, 61, hoje Rua do Passeio Alegre, 254”, revela nota enviada às redações.
E disto trata o “Cantareira, 61”. Joaquim Pinto da Silva prova literária e factualmente que a casa importante de Raul Brandão na sua cantareira, Foz, é a Cantareira, 61. “É essa que doravante deve ser citada e estudada em ligação estreita à obra que a identifica”, diz a mesma nota.