Se faz questão de aproveitar os últimos dias de agosto para ir a banhos perto do Porto, então há pelo menos uma zona a evitar. A Praia de Matosinhos foi recentemente desaconselhada a banhos, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Na Praia de Matosinhos, foi identificada uma contaminação microbiológica da água, o que levou à adoção de tal medida. Na investigação, foram encontrados vestígios da bactéria patogénica “Escherichia coli”, presente na água (via Correio da Manhã).
Como destaca o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), é já a quarta vez que a Praia de Matosinhos está condicionada, só nesta época balnear. Recorde-se que, no ano de 2024, a qualidade da água nesta praia foi considerada “má”.
Já em 2023 e 2022, respetivamente, foi considerada como “aceitável” e “boa”. Ou seja, temos vindo a assistir a um decréscimo gradual da qualidade da água, pelo menos naquela que é a avaliação atribuída.
A título de curiosidade, recorde-se que, recentemente, a Praia de Matosinhos passou a ser sobrevoada por duas águias. Sempre acompanhadas por um profissional, as águias têm a missão de afugentar as (muitas) gaivotas que por lá passam.
Ainda nesta época balnear, a Câmara de Matosinhos referiu que este animal tem provocado “problemas sérios de contaminação da areia e da água”. As águias atuam na Praia de Matosinhos, diariamente, entre as 7h e as 9h, e as 17h e as 21h.
“Um grupo de trabalho liderado pelo professor Bordalo e Sá, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, identificou as fezes das aves como sendo uma das causas da deterioração da qualidade balnear, e a sua concentração em grandes bandos levanta preocupações de saúde pública – sobretudo numa praia urbana com elevada afluência de banhistas e praticantes de desportos como o surf” – explica a Câmara de Matosinhos.