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Há progressos na modernização da Linha do Douro

Há progressos na modernização da Linha do Douro

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou esta segunda-feira, 24 de junho, progressos significativos nos projetos de modernização da Linha Ferroviária do Douro, focando-se na eletrificação do troço Régua – Pocinho e nos estudos para a reabertura da linha até Barca d’Alva.

Durante o mês de junho, foram realizadas várias ações importantes no âmbito destes projetos, incluindo o início da fase de estudos e desenvolvimento de projetos. Entre estas ações, de acordo com o Porto Canal, destaca-se o contrato para a eletrificação e modernização do troço Peso da Régua – Pocinho, que inclui a adaptação e substituição de pontes metálicas, com um valor de 2,4 milhões de euros.

Foram iniciados os estudos para as soluções a implementar nas pontes metálicas do subtroço Régua / Pocinho, de modo a que estas possam suportar cargas rebocadas de 22,5 toneladas por eixo.

Na semana passada, a IP procedeu à abertura das propostas para o concurso referente à eletrificação e modernização deste subtroço, com um preço base de sete milhões de euros, visando o desenvolvimento dos estudos e projetos necessários.

No contexto dos programas Ferrovia 2020 e PNI 2030, a IP está a desenvolver uma série de projetos que visam dotar a linha com os sistemas de controlo, comando e sinalização mais avançados e com tração elétrica em toda a sua extensão.

O objetivo é criar uma infraestrutura ferroviária moderna, segura, com maior capacidade e sustentável, beneficiando a mobilidade das populações da região. A Linha do Douro, que atualmente liga o Porto ao Pocinho (numa extensão de 171,522 quilómetros), tem sido alvo de defesa para a reabertura do troço de 28 quilómetros entre o Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo).

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Além disso, foi também iniciado o contrato para o estudo prévio e projeto de execução para a reabilitação e reabertura do troço Pocinho/Barca D’Alva. Este contrato, com um valor de cerca de quatro milhões de euros, tem como objetivo a reabertura à exploração ferroviária deste troço desativado desde 1988.

A empresa expressou, em comunicado, o seu compromisso em garantir que os investimentos planeados para a Linha do Douro, no âmbito do Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030, sejam concretizados até ao final desta década. Esta declaração surge numa altura em que a IP tem enfrentado críticas devido aos atrasos na modernização da linha.

Além destes desenvolvimentos, a modernização da Linha do Douro incluirá a instalação de sinalização eletrónica, sistemas de controlo automático de velocidade e a automatização de passagens de nível. Esta sinalização será compatível com o sistema ferroviário de interoperabilidade de comboios transeuropeu e com o sistema de telecomunicações GSM-R, que suportará as comunicações dos novos sistemas.

A linha será também equipada com o Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário (ERTMS) e o Sistema Europeu de Controlo Ferroviário (ETCS) de nível 2. As estações e apeadeiros terão cais de passageiros com 150 metros de comprimento e 0,76 metros de altura, sendo que a Estação da Régua contará com um cais de 200 metros, adequado para o serviço intercidades.

A IP concluiu que a implementação deste conjunto abrangente de intervenções proporcionará aos utilizadores da Linha do Douro um serviço de transporte público mais eficiente, rápido, seguro e ambientalmente sustentável.

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