Para assinalar o Dia dos Namorados, no sábado, dia 14 de fevereiro, o Batalha Centro de Cinema, no Porto, preparou uma programação especial com duas sessões temáticas ao longo do dia.
A primeira proposta decorre à noite, pelas 21h15, com a exibição de “But I’m a Cheerleader”, estreia em longa-metragem de Jamie Babbit. Tornado uma referência do cinema queer contemporâneo, o filme faz um mix entre humor provocador e crítica direta à heteronormatividade (via Ágora).
A narrativa acompanha Megan, interpretada por Natasha Lyonne, uma adolescente aparentemente exemplar: boa aluna, líder de claque e namorada de um rapaz popular. A tranquilidade da sua vida é interrompida quando os pais, de valores conservadores, passam a acreditar que a filha é lésbica e decidem enviá-la para um centro de “reorientação” sexual.
Nesse espaço, Megan cruza-se com Graham, uma jovem assumidamente lésbica, que terá um papel decisivo no seu percurso. O tom satírico é reforçado pela presença de RuPaul, num breve e irónico papel de instrutor “ex-gay”.
Antes da longa-metragem, o público poderá ver duas curtas. “Clotilde”, de Maria João Lourenço, apresenta uma mulher de três olhos que procura prazer num planeta distante onde a reprodução é imposta. Já “That Fertile Feeling”, de John O’Shea e Keith Holland, aposta numa comédia queer de espírito punk, centrada em duas amigas obcecadas por pornografia, até que uma gravidez inesperada altera a dinâmica entre ambas.
Esta sessão integra o ciclo “Rir para não Chorar: Mulheres e Humor no Cinema” e volta a ser exibida a 19 de março, às 19h15. Para quem assistir no próprio dia 14, existe uma promoção especial: na compra de um bilhete, o Batalha oferece outro, disponível apenas na bilheteira física.
Durante a tarde, às 15h15, o Dia de São Valentim é também celebrado com uma sessão pensada para famílias. Em “A Família Dionti”, de Alan Minas, o realizador recorre ao realismo mágico para explorar temas como o primeiro amor, a perda e as transformações sociais numa zona do interior do Brasil pouco representada no cinema.
O filme acompanha um pai que cria sozinho os dois filhos, depois de a mãe ter desaparecido de forma tão poética quanto literal: derreteu-se de amor. Enquanto espera o seu eventual regresso sempre que chove, numa região assolada pela seca, o pai observa os filhos com receio de que tenham herdado a estranha condição materna. Serino chora areia, enquanto Kelton, ao apaixonar-se por uma jovem do circo, começa a dissolver-se, literalmente, em amor.
(Foto: via Ágora)