Duas casas emblemáticas de Matosinhos passam agora a integrar a lista de património protegido do concelho, depois de terem sido classificadas como Monumento de Interesse Municipal, decisão oficializada em Diário da República.
Entre os imóveis distinguidos encontra-se a Casa João de Souza Maciel – Casa José da Silva Torres, construída em 1902 e mais tarde adquirida por José da Silva Torres, um dos nomes marcantes da indústria local (via Porto Canal).
Ao longo do tempo, o edifício foi alvo de intervenções que acompanharam a sua adaptação a residência familiar, refletindo duas épocas distintas da história de Matosinhos: a dos emigrantes regressados do Brasil e a do crescimento industrial ligado ao setor conserveiro.
A par deste reconhecimento surge também a Casa Edmundo Alves Ferreira, edificada em 1941. Apesar de integrar duas habitações, o conjunto foi concebido como uma peça única, com organização funcional semelhante nos seus três pisos.
A casa esteve ligada a Edmundo Alves Ferreira, figura relevante na vida económica e social local, mantendo-se ainda hoje na esfera familiar.
Para o município, esta classificação vai além da valorização arquitetónica, assumindo-se como um passo importante na preservação da memória coletiva e na proteção de elementos que ajudam a contar a história e a identidade de Matosinhos ao longo das gerações.
E por falar em distinções…
Recentemente, também ficamos a saber da possibilidade da Igreja do Corpo Santo de Massarelos se tornar monumento nacional. A publicação foi feita esta quarta-feira, dia 8 de abril, em Diário da República, pelo Instituto Público de Património Cultural.
Recorde-se que a igreja em questão começou a ser construída em 1776 e, para além das funções religiosas que desempenha, também acolhe atividades sociais, culturais e educativas.