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Gratuitidade das creches avança em setembro

Gratuitidade das creches avança em setembro

A partir do próximo dia 1 de setembro entra em vigor a gratuitidade das creches para todas as crianças nascidas a partir de 1 de setembro de 2021 (inclusive), que frequentem creches do setor social e solidário (independentemente da sala que venham a frequentar).

Em nota de imprensa, o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, avança que até 2024, “a gratuitidade das creches será implementada de forma faseada, aumentando anualmente mais um ano de creche abrangido, até à globalidade das crianças da rede social e solidária”.

As crianças, agora abrangidas pela gratuitidade, mantêm-na durante todos os anos que estiverem na creche, sendo que o objetivo é chegar a 100 mil crianças no final da implementação da medida (2024).

Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, afirma que “a gratuitidade das creches é uma medida decisiva e prioritária para o País, quer no combate à pobreza infantil, promovendo a integração e igualdade de acesso de oportunidades e rompendo ciclos de pobreza, quer na promoção de uma política de apoio às famílias, em especial aos jovens, que precisam de apoio e condições para permanecerem em Portugal, para se autonomizarem e constituírem família”.

Do acordo estabelecido entre o Governo e as organizações representativas do Setor Social e Solidário (União das Misericórdias, CNIS, Confecoop e União das Mutualidades) destaca-se o estabelecimento de uma priorização na atribuição de vagas para as crianças com deficiência e ou incapacidade; cujos progenitores sejam cuidadores informais principais; de famílias mais carenciadas; de agregados monoparentais ou famílias numerosas e cujos pais residam ou trabalham na área, bem como a obrigatoriedade de integração de crianças sinalizadas em risco pelas CPCJs ou pelos Tribunais, com indicação de frequência em creche.

O documento refere que a gratuitidade estabelecida inclui “todas as atividades pedagógicas desenvolvidas (exceto, atividades extra projeto pedagógico), a alimentação, os custos com inscrições e seguros” e “os custos com períodos de prolongamento do horário de funcionamento”.

Atualmente, a Segurança Social paga 293 euros por cada criança a frequentar as creches do setor social e solidário, e as famílias pagam um valor de comparticipação variável adicional. Com a implementação da gratuitidade, a Segurança Social passa a assumir também o valor diferencial das comparticipações que estava a cargo das famílias, ou seja, o custo técnico total da resposta no valor de 460 euros.

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