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Galeria Municipal do Porto

Galeria Municipal do Porto
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ERRO 417: EXPECTATIVA FALHADA
11 dezembro a 13 de fevereiro |

O medo do falhanço (simultâneo ao desejo do sucesso), potenciado pelo sistema económico capitalista (que infeta todos os outros sistemas sociais e culturais), tornou-se tanto um dos maiores impulsos humanos como o valor de juízo pelo qual nos avaliamos, servindo como medida que estabelece as hierarquias sociais. Mas as noções de falhanço e sucesso nunca estão livres de prerrogativas: a ideia de sucesso está intrinsecamente ligada a diversas condicionantes estruturais – a cor da pele, o género, a sexualidade, etc. – e, acima de tudo, ao cumprimento dos expectáveis papéis dentro destas categorias.
Falhar, e aprender na falha, assumem uma acrescida importância na produção artística – entre a insatisfação, a rejeição, a dúvida, o erro e a experiência, a ideia de sucessivamente tentar e falhar torna-se combustível para a experimentação especulativa e para a criação conceptual. Assumindo a premissa do falhanço como uma ferramenta de resistência contra-hegemónica, esta exposição, com curadoria de Marta Espiridião, apela à crítica dos modelos estáticos de sucesso e falhanço, e ao questionamento do seu papel na construção da vida pessoal e comum.

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A HORA ANTES DO PÔR-DO-SOL
11 de dezembro a 13 fevereiro

“A hora antes do pôr-do-sol tem uma magia própria…” foram as palavras escritas por Rosa Luxemburg ao seu amigo Hans Diefenbach numa carta enviada da prisão de Wronke, no verão de 1917. A partir desta correspondência, Milena Bonilla convida-nos a pensar nas possibilidades de construção de um imaginário que navega pela literatura, botânica, pontuais referências históricas e mitologias coletivas. Aqui, “essa hora antes do pôr-do-sol” surge enquanto conceção de um momento temporal mágico que liga o passado com o presente, mediante a criação de ressonâncias políticas e afetivas.

Esta exposição é mais um desdobramento na investigação da artista, que explora os limites do arquivo e a interpretação da história como forma de articulação de uma possível memória coletiva. O projeto infiltra-se pelos espaços simbólicos construídos pelo pensamento de Rosa Luxemburg e procura criar lugares de interstício onde relaciona diferentes formas de produção de conhecimento para especular algo a que poderíamos chamar de temporalidade histórica suspensa.

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