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Gaia terá quase 2.000 veículos elétricos partilhados em 97 sítios

Gaia terá quase 2.000 veículos elétricos partilhados em 97 sítios

O sistema de trotinetas elétricas partilhadas de Vila Nova de Gaia vai quase duplicar de dimensão. O Município lançou o concurso público para o alargamento da rede, que passará a contar com 97 pontos de partilha e entre 970 e 1940 trotinetas elétricas, distribuídas por várias freguesias.

Segundo o caderno de encargos, publicado no Jornal Oficial da União Europeia e divulgado pelo JN, cada ponto terá capacidade para 20 veículos, e as concessionárias terão de garantir, no mínimo, metade dessa lotação disponível em permanência. O concurso divide-se em dois lotes, que serão atribuídos a duas empresas diferentes, com contratos de um ano renovável até três.

Os 58 novos pontos de partilha juntam-se aos 39 já existentes, estendendo o serviço a zonas residenciais, áreas industriais e comerciais, espaços de lazer e estações de comboio, reforçando a ligação com transportes públicos e polos de ensino superior.

O preço máximo por minuto será de 24 cêntimos, e o concessionário poderá cobrar uma caução mínima de cinco euros, reembolsada no final da viagem, desde que a trotineta seja estacionada num local autorizado. Estão previstos descontos, passes semanais e mensais, e bónus por estacionamento correto ou quilometragem percorrida.

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O sistema funcionará entre as 6h e as 24h no verão e das 6h às 22h no inverno. As trotinetas terão autonomia mínima de 20 quilómetros e velocidade máxima de 20 km/h, com georreferenciação obrigatória e equipas próprias de recolha em caso de estacionamento indevido. As empresas dispõem de duas horas para remover veículos mal aparcados, sob pena de multa de cinco euros por cada hora de atraso.

Cada concessionária pagará uma renda mensal ao município, variando entre 2.740 euros (lote 1) e 3.020 euros (lote 2), o que representa cerca de 69 mil euros anuais no total. Caso os contratos sejam renovados por três anos, o valor global ascende a mais de 200 mil euros.

Além disso, as empresas terão de dispor de seguros de responsabilidade civil e de acidentes pessoais, garantindo proteção para utilizadores e terceiros.

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