O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Firmino Pereira, rejeitou a proposta de criação de uma plataforma obrigatória de registo para camiões que circulem na Via de Cintura Interna (VCI), considerando a medida “um absurdo” e excessivamente burocrática.
Em causa está um rascunho de diploma que prevê que cada circulação de veículos pesados tenha de ser previamente registada numa plataforma digital dos municípios do Porto e Gaia, com pelo menos uma hora de antecedência.
Segundo o Porto Canal, Firmino Pereira afirma que o município não está disponível para aderir a esse modelo, defendendo que deve caber às empresas de transporte cumprir a eventual proibição, sem necessidade de novos mecanismos administrativos.
Gaia concorda com restrições, mas com condições
Apesar da rejeição da plataforma, o autarca garante que Gaia está de acordo com a limitação da circulação de pesados na VCI, desde que não sejam prejudicados os veículos com origem ou destino no concelho.
Segundo o responsável, uma restrição mal desenhada pode afetar diretamente o tecido empresarial e a atividade económica local.
O vice-presidente defende ainda que o tema deve ser aprofundado no grupo de trabalho que junta entidades como a Infraestruturas de Portugal, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Área Metropolitana do Porto e os municípios envolvidos, ouvindo também o setor dos transportes.
Sistema ainda em preparação
Do lado do Porto, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, já tinha admitido que está a ser desenvolvido um sistema tecnológico para fiscalizar a utilização da VCI por veículos pesados.
O objetivo é distinguir os camiões que entram na cidade daqueles que apenas a utilizam como eixo de passagem entre norte e sul do país.
A expectativa é que a solução esteja pronta até ao verão, podendo a proibição entrar em vigor no início do segundo semestre de 2026, embora a decisão final dependa do Governo.
Medida visa aliviar VCI
A restrição surge como complemento à isenção de portagens na A41 (CREP), em vigor desde fevereiro, que pretende desviar o tráfego pesado da VCI e reduzir o congestionamento numa das principais vias do Grande Porto.