O FITEI vai ter um novo Centro de Criação no Porto, com conclusão prevista para 2028, num investimento a rondar um milhão de euros.
O espaço ficará instalado numa antiga casa residencial na Rua do Campo Alegre, que será reabilitada para acolher artistas em residência, desenvolver projetos criativos e ativar o arquivo do festival.
Segundo o diretor artístico, Gonçalo Amorim, o objetivo não passa por criar um grande equipamento cultural, mas sim um espaço intermédio, dedicado ao processo de criação. “Não se trata aqui de fazer um grande centro cultural, mas sim um pequeno centro de criação”, explicou, citado pelo Porto Canal.
Residências, formação e ligação à comunidade
A partir de 2028, o centro deverá receber cerca de 20 artistas por ano e acolher até 25 ações de formação e mediação, incluindo atividades em escolas, associações e junto de novos públicos.
O projeto pretende também valorizar o arquivo do festival, considerado relevante no contexto das artes performativas ibero-americanas e lusófonas.
Financiamento e calendário
A empreitada já está licenciada e será financiada em grande parte pelo programa Norte2030, que assegura cerca de 600 mil euros. A Câmara Municipal do Porto contribui com 250 mil euros, sendo o restante montante suportado pelo próprio festival.
Antes da conclusão das obras, o FITEI pretende ainda avançar, já em 2027, com um “centro de criação sombra”, como forma de começar a ativar o espaço e dar visibilidade ao projeto.
Resposta a uma lacuna na cidade
Para Gonçalo Amorim, este novo equipamento vem responder à falta de espaços dedicados ao ensaio e à criação artística no Porto, onde a maioria das infraestruturas culturais está orientada para a apresentação de espetáculos.
Criado em 1978, o FITEI vê neste centro uma oportunidade de renovação e crescimento sustentado, reforçando a ligação a artistas locais, nacionais e internacionais, sobretudo do espaço ibérico.