Sara Barros, uma das representantes da comissão, disse que o objetivo da petição é denunciar uma situação que está a prejudicar “imenso” os utentes e conseguir “reparar o problema”.
Desde o dia 6 de junho, a compra ou carregamento de títulos de viagens para o metro, autocarros e comboios urbanos do Porto, fora das lojas Andante e máquinas automáticas, deixou de ser feito nos agentes Payshop, serviço assegurado pelos CTT, e passou a ser realizado apenas na rede Pagaqui, empresa que venceu o concurso público.
Para carregar o título de viagem na rede Pagaqui demora-se uma “eternidade”, disse Sara Barros à Lusa. Acrescentando que “com o Payshop, tínhamos um serviço rápido, agora com o Pagaqui não, porque é necessário tirar uma senha e, além disso, há menos lojas a trabalhar com esta empresa”.
Por esse motivo, Sara Barros adiantou que a comissão recolheu “cerca de 3000 assinaturas no Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo”.
“O problema deste novo sistema é que temos de estar mais tempo à espera do que com a Payshop porque estamos numa fila com clientes que vão pagar compras, por exemplo”, salientou.
Outro dos problemas apontados pela comissão é o facto de algumas zonas do Porto não ter representantes da rede Pagaqui.