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Festival Internacional de Marionetas do Porto está de volta em outubro

Festival Internacional de Marionetas do Porto está de volta em outubro

“Limites Humanos – Ciências e Políticas da Matéria Animada” é o tema da edição de 2020 do Festival Internacional de Marionetas do Porto – FIMP, que acontece entre 9 e 18 de outubro, em várias salas das cidades do Porto e Matosinhos.

O FIMP volta a dar vida às marionetas, objetos e matérias, desta vez “para nos desafiar a pensar sobre o mundo das coisas de uma perspetiva diferente – talvez mais próxima da sua – para nos redescobrirmos na nossa velha e irredutível humanidade sempre renovada”.

“A edição de 2020 do FIMP traz-nos universos e estéticas muito diversos e que, no seu conjunto, articulam algumas possibilidades para um discurso sobre as ciências e a política na performance da matéria animada. Ora, um vírus, na sua condição ambígua de objeto inerte dotado de agência, vem também questionar o alcance da própria noção de ‘matéria animada’…”, salienta Igor Gandra, diretor artístico do FIMP.

“O que é ainda (ser) humano, o que é possível conhecer e desejar a partir desta condição?” Estas são algumas das questões que servem de base ao FIMP’20, festival que vai contar com espetáculos, concerto-performance, workshops, mostra de trabalhos em processo e “até algumas surpresas”.

A edição de 2020 do festival arranca com “Kamp”, peça dos holandeses Hotel Modern. O espetáculo vai ser apresentado no Teatro Carlos Alberto, nos dias 9 e 10 de outubro às 21h e às 19h, respetivamente, e leva os espetadores ao quotidiano do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Entre as estreias do FIMP’20 estão “O cheiro dos velhos”, coprodução do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo e do Teatro de Marionetas do Porto, que põe a descoberto “uma era orientada para a teatralidade” em “que se embaçam as fronteiras entre ‘verdade e mentira’ (Rivoli, dias 10 e 11 de outubro, às 17h); “Liliput”, peça de Ainhoa Vidal que é “uma viagem através do ser humano. De uns humanos pequeninos, muito pequeninos” (Café Teatro do Campo Alegre, dia 16 às 10h30 e às 15h e  dias 17 e 18, às 16h); “O que já não é e o que nunca foi”, espetáculo de Joclécio Azevedo que se organiza “a partir de rituais de pesquisa em torno do tempo, da sua ocupação, suspensão e condensação” (Palácio do Bolhão, 17 e 18 de outubro, às 19h e 16h, respetivamente).

O FIMP promete ainda arrancar algumas gargalhadas ao público com o espetáculo “Bad Translation”, uma criação do espanhol Cris Blanco que “converte o cenário num computador analógico” e traz a vida digital para palco através de cartão, plástica e tela (Teatro do Campo Alegre, dia 10 de outubro, às 21h); ou “Troubles”, da belga Agnès Limbos, sobre “uma noite de núpcias atribulada em Nova Iorque (Teatro Municipal Constantino Nery, em Matosinhos, dias 16 e 17 de outubro, às 21h30).

O FIMP’20 vai ainda tomar conta de espaços como o Círculo Católico de Operários do Porto, o Teatro Helena Sá e Costa, o Mira Fórum e a Estação de Metro da Trindade.

O diretor do festival assegura que assistir aos espetáculos do FIMP é seguro e saudável. “Não apenas pelo rigoroso cumprimento das regras sanitárias mas porque o teatro é um lugar muito bem frequentado: no teatro estarão aqueles que, em consciência individual e colectiva, não cedem à cultura do medo e do isolamento, que não abdicam da cultura, do espírito crítico e da empatia”.

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