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“Falta de apoio”: a polémica na Póvoa de Varzim por causa das luzes de Natal

Em jeito de protesto contra a falta de decoração de Natal na cidade, vários comerciantes na Póvoa de Varzim decidiram apagar as luzes das suas montras entre as 18h00 e as 19h00. A ação foi organizada pela Associação Comércio Ar Livre (ACAL) e tem como objetivo alertar para “o crescente desinvestimento e falta de apoio ao comércio tradicional ao longo dos últimos anos” (via Porto Canal).

Num comunicado, a ACAL sublinha que “o comércio local mantém vida na cidade todos os dias do ano. Mas, nesta altura, que deveria ser de união, alegria e dinamização das ruas, sentimo-nos esquecidos. Precisamos que a cidade brilhe connosco”.

O protesto concentrou-se na Rua da Junqueira, principal eixo comercial da cidade, sendo descrito como um “pedido de diálogo e compromisso para que, nos próximos anos, a cidade volte a valorizar o seu comércio de proximidade”.

Segundo a associação, “os comerciantes da rua têm investido continuamente em vitrinas, serviços e experiência de cliente, contribuindo para o ambiente urbano e para a economia local, sobretudo no Natal, o período mais crítico do ano para muitas pequenas empresas. No entanto, consideram que o poder público e as entidades responsáveis pela promoção da cidade não têm correspondido ao esforço”.

A ACAL alertou ainda “para o risco de algumas lojas não conseguirem resistir a mais um final de ano fraco”, acrescentando que “uma cidade que não cuida do seu comércio apaga o seu futuro”. Num segundo comunicado, frisou que “a iniciativa não pretendeu, em nenhum momento, responsabilizar o atual executivo pela falta de iniciativas, iluminação e decorações de Natal no presente ano”.

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O tema foi debatido na reunião de Câmara da Póvoa de Varzim, na terça-feira, onde a presidente da autarquia, Andrea Silva, explicou que o atraso na instalação das luzes natalícias se deveu ao calendário eleitoral. “As eleições aconteceram em outubro, mas só tomei posse a 3 de novembro, tendo acontecido a delegação de competências no dia 6. A partir desse momento, desencadeei logo os concursos públicos para as iluminações”, afirmou.

A presidente garantiu que, para domingo, está prevista a inauguração das iluminações e das atividades natalícias promovidas em parceria com a Associação Comercial local, embora reconhecendo que o número de ruas ornamentadas será menor. “Não houve tempo útil para colocar, em tempo útil, iluminações em todas as ruas como no ano anterior. Nas principais não haverá problema, mas em algumas adjacentes não será possível”, explicou.

Sobre o protesto, Andrea Silva lamentou que a ação tenha ocorrido depois de uma reunião da ACAL com a autarquia, onde já tinha explicado os motivos do atraso. “Fico triste, porque passa uma má imagem da cidade. Não foi feliz. Penso que podia ter sido diferente. Eu não posso mudar o passado, só o futuro e aquilo que controlo. Tudo o que podia fazer, no mínimo prazo possível, fiz”, acrescentou.

(Foto: via CM Póvoa de Varzim)

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