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Exposições “Culturas e Geografia” | “Um Século e Tanto”

Exposições “Culturas e Geografia” | “Um Século e Tanto”

Exposição “Culturas e Geografias”
Até 27 dezembro, Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto – Pólo Central

Pela primeira vez em várias décadas, uma coleção de 250 peças arqueológicas e etnográficas representativas das primeiras civilizações humanas estará exposta ao público no Porto.
Intitulada “Culturas e Geografias”, a exposição está integrada nas comemorações do centenário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e dará a conhecer “as coleções que integraram o acervo museológico e artístico original daquela escola”, o que permitirá “uma viagem pela história das civilizações, durante a qual os visitantes poderão explorar vivências e rituais das primeiras comunidades humanas em cada um dos cinco continentes”.
Destaque para os núcleos da Melanésia – único a nível ibérico, que permite observar a utilização de madeiras e fibras vegetais pelas comunidades do Pacifico –, da Mesoamérica, com um curioso conjunto de escultura Azteca, e do Antigo Egipto, que constitui a segunda maior coleção de antiguidades faraónicas conservadas em Portugal.
Esta é uma coleção única em Portugal, que chegou ao país em 1926, proveniente do Museu de Berlim, depois dos governos português e alemão acordarem a troca do espólio arqueológico apreendido durante a I Guerra Mundial no navio germânico Cheruskia, proveniente de Bassorá (atual Iraque), transportando as peças resultantes de uma expedição alemã à antiga Mesopotâmia.
As valiosas peças assírias apreendidas haveriam de ser colocadas à guarda do então Museu de Arqueologia Histórica da Faculdade de Letras da U.Porto, para serem devolvidas à Alemanha, oito anos após o Armistício, em troca desta coleção de peças do Museu de Berlim, originárias de distintas culturas e geografias, representando as primeiras civilizações humanas.
A coleção seria então incorporada nas sala-museu da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, assumindo um papel didático junto da comunidade, mas viriam a dispersar-se por outros museus universitários depois do encerramento forçado daquela faculdade pela Ditadura Militar em 1931.
Esta será, assim, uma oportunidade única para admirar de novo este acervo reunido pela primeira vez nas últimas oito décadas.

Exposição “Um Século e Tanto”
Até 27 dezembro, Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto – Pólo Central

A exposição “Um Século e Tanto” ilustra os 130 anos da National Geographic através de objetos, fotografias, mapas e excertos de documentários.
Nas paredes do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto vão estar imagens de momentos célebres como a primeira fotografia de natureza publicada na revista National Geographic, o toque de Jane Goodall a um chimpanzé recém-nascido ou a descoberta de Machu Picchu.
A exposição está organizada em nove secções, ao longo das quais os visitantes podem conhecer melhor os primeiros anos da National Geographic Society, o seu presente e futuro, assim como a sua missão. “A extraordinária história da National Geographic poderá ser descoberta através de uma rica seleção de imagens e de objetos do seu museu em Washington D.C. A esta juntar-se-á uma seleção de 200 capas das edições internacional e nacional da revista, ilustrando momentos emblemáticos dos séculos XIX, XX e XXI”.
Esta mostra debruça-se também sobre o passado e o presente da exploração e investigação nacionais, mostrando fotografias, ilustrações, mapas e objetos das coleções do MHNC-UP, da Sociedade de Geografia de Lisboa, do Museu de Marinha e do Museu Nacional de História Natural e da Ciência – Universidade de Lisboa, “que mostram como a nossa curiosidade nos tem levado a embarcar em grandes aventuras. Em destaque estão, entre outros, o “Padrão de Santo Agostinho”, colocado por Diogo Cão em 1483 no Cabo de Santo Agostinho, (atualmente Cabo de Santa Maria), a sul de Benguela (Angola), aguarelas e ilustrações representativas da desafiante expedição científica de Alexandre Rodrigues Ferreira ao sertão brasileiro realizada entre 1785 e 1794, instrumentos utilizados durante a expedição científica conduzida por Hermenegildo Brito Capelo e Roberto Ivens ao interior de África em 1877, cadernos de campo, imagens, relatórios e espécimes de herbário relativos à expedição científica à Serra da Estrela, realizada em 1881, e ainda exemplares de mamíferos, répteis e aves recolhidos por Francisco Newton durante a sua expedição zoológica a Angola entre 1903 e 1905.
“Testemunhe a evolução do mundo e da exploração através das imagens e contributo da National Geographic e descubra os seus novos focos de atuação. Da galáxia ao fundo do oceano, da descoberta de novas espécies ao contributo para mitigar o impacto ambiental do plástico, vamos Mais Além”, salienta a instituição.
Foi em 1888 que 33 peritos da área científica fundaram a National Geographic Society para partilharem conhecimentos e iniciarem novas investigações. 130 anos depois, é uma das instituições não lucrativas com maior reconhecimento mundial, uma referência em todos os campos da investigação.
A organização disponibiliza um bilhete conjunto que permite também a visita à exposição ‘Sharks’, patente na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva/ Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto.
Horário: terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto – Pólo Central
Edifício da Reitoria da U.Porto
Praça Gomes Teixeira (entrada pelo Jardim da Cordoaria)
4099-002 Porto

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