O estudo da Metro do Porto sobre as próximas ligações do metropolitano a construir será “apresentado a todos” no dia 7 de fevereiro, disse esta segunda-feira Matos Fernandes, à margem da cerimónia de entrega dos prémios Green Project Awards 2016, que decorreu na Fundação de Serralves.
“As razões da evolução da rede do Metro do Porto são claras, objetivas. Naturalmente que tendo impacto forte no território [o assunto] tem de ser discutido com as autarquias, mas, com o devido respeito, [as decisões] não partem de vontades, partem de um estudo que foi feito”, afirmou o ministro do Ambiente com a tutela dos transportes.
O presidente da Câmara do Porto declarou, a 20 de dezembro, estar “convicto” de que a cidade não vai ficar de fora da expansão da rede de metro, porque o investimento vai ser decidido com base “em estudos de procura”.
Também em dezembro, o antigo presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Hermínio Loureiro, considerou ser “fundamental” que durante o 1.º trimestre de 2017 fique fechado o desenho das linhas que devem avançar na expansão da rede do Metro do Porto.
Para este responsável, a expansão da rede do Metro do Porto é “absolutamente imprescindível e indiscutível”, e que, depois de garantido um investimento de “280 milhões de euros ou mais”, é preciso “procurar as convergências necessárias” para a Área Metropolitana do Porto (AMP) definir quais as linhas a construir.
O Conselho Metropolitano do Porto tem marcada uma reunião ordinária para sexta-feira, não sendo ainda conhecida a ordem de trabalhos da agenda, além da eleição do seu novo presidente, que deverá ser o autarca de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa.