O antigo provedor dos cidadãos com deficiência da Área Metropolitana do Porto (AMP), João Cottim, lamentou esta sexta-feira a falta de apoio às pessoas com necessidades especiais da região. A AMP ficou sem provedor nesta área em janeiro, altura em que Cotim (encerrado o seu mandato), rejeitou o lugar que lhe foi atribuído no âmbito de um concurso público lançado para a vaga.
Segundo referiu o líder executivo do Conselho Metropolitano do Porto, Lino Ferreira, após a recusa, ficou decidido acabar com o cargo. “O CmP entendeu que cada município, se assim entendesse, deveria ter o seu provedor para os cidadãos com deficiência”, frisou. De recordar que João Cottim associou o seu afastamento a “falta de condições para o exercício da função”, considerando que “não estava garantida a cooperação de toda a AMP” e que “não havia uma visão estratégica”. “A minha preocupação agora é não ver nada a ser feito em relação a esta área”, frisou. “Na AMP fala-se muito sobre mobilidade, mas esta nunca é falada para a pessoa com necessidades especiais”, lamentou, considerando que a deficiência “é encarada como um problema de assistência social”.