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Estudo aponta principais focos de transmissão da Covid-19

Estudo aponta principais focos de transmissão da Covid-19

Os resultados – ainda preliminares – de um estudo liderado por Henrique Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), indicam que frequentar ginásios é fator de risco acrescido de infeção com o novo coronavírus, ao contrário da utilização de transportes públicos, espaços comerciais e de restauração.

O estudo foi apresentado por Henrique de Barros, do ISPUP, durante a reunião de peritos desta quinta-feira, realizada na sede do Infarmed, em Lisboa, para debater a situação epidemiológica de Portugal.

O trabalho foi realizado na região de Lisboa e Vale do Tejo, entre 2 de outubro e 6 de novembro, e envolveu 782 pessoas infetadas com o SARS-Cov-2, o coronavírus que provoca a doença covid-19.

Segundo o investigador, “quase 50%” dos inquiridos têm como grau de escolaridade o ensino superior e “uma grande maioria” vivia sozinha. Há ainda um número muito elevado (96,5%) de inquiridos que respondeu ir ao ginásio “pelo menos uma vez por semana”.

“Perguntamos a exposição nos últimos 14 dias no caso dos controles [pessoas que não desenvolvem a infeção] e os 14 dias que precederam o diagnóstico, quando estávamos a interrogar os casos de pessoas com a infeção, perguntamos as vezes em que estiveram em ginásios, em centros comerciais, estruturas de restauração”, explicou Henrique de Barros, segundo a agência Lusa.

Os participantes no estudo foram ainda questionados sobre se utilizaram transportes coletivos, se estavam em teletrabalho ou exerciam a sua profissão no local de trabalho.

“Há diferenças evidentes na frequência destas exposições entre os controles, digamos na generalidade da população, e as pessoas que tinham desenvolvido a infeção e a frequência de ginásio era mais alta nos que desenvolverem a infeção”, salientou o epidemiologista, segundo o Notícias ao Minuto.

“Frequentar ginásios, trabalhar presencialmente, ou habitar em alojamentos mais lotados, parecem estar associados com probabilidade acrescida de infeção”, disse o investigador, citado pelo Jornal de Notícias, revelando que “o nível [de infeção] é muito mais baixo nos que frequentaram os centros comerciais e restauração”, ou também, num maior grau, através do “uso de transportes” públicos.

Os ginásios surgem assim como cenários onde a exposição à infeção é mais frequente.Bem como nos transportes públicos, ainda que em menor número. Quanto aos restaurantes, cafés e pastelarias, o especialista considerou que o nível de contágio é “muito baixo”.

“Estar exposto a centros comerciais e a restauração é mais frequente entre aqueles que não desenvolveram a infeção”, referiu Henrique de Barros, que adiantou que “o teletrabalho é claramente e muito significativamente mais frequente entre as pessoas que não desenvolveram a infeção”.

O estudo identificou ainda que as pessoas que trabalham em assistência a idosos e os profissionais de saúde têm claramente o risco aumentado de infeção.

“Nestas estimativas são as duas profissões que permanecem claramente em maior risco e, portanto, exigem maior atenção”, salientou Henrique de Barros.

As conclusões finais do trabalho vão ser apresentadas em dezembro.

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