Possivelmente, o Centro Comercial Stop, na cidade do Porto, poderá ter uma nova classificação dada pela Câmara Municipal. O objetivo é garantir também o seu valor imaterial, conforme anunciou o novo vereador da Cultura, Jorge Sobrado, nas últimas horas.
“Darei orientações aos serviços municipais de cultura para que sejam estudadas as condições de evolução da classificação municipal do Stop, de modo a integrar a sua dimensão imaterial. Protegendo, por essa via, não apenas a arquitetura do edificado, mas também o seu uso e vocação predominantemente cultural e artísticas e como casa de músicos independentes do Porto” – referiu o vereador.
De acordo com o Porto Canal, o estudo será coordenado pela professora Paula Guerra, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, especialista em criação artística e políticas culturais, com investigação dedicada às práticas musicais underground.
O Centro Comercial Stop foi classificado como monumento de interesse municipal a 30 de julho, conforme edital publicado em Diário da República, que definiu uma zona de proteção de 50 metros ao redor do edifício, atualmente utilizado como espaço cultural.
Segundo o documento oficial, “o CCStop representa para o município do Porto um valor cultural de significado relevante, uma vez que se configura como um símbolo inegável do cenário musical portuense, tido como um dos exemplos mais particulares da produção e dinâmica musical na Europa”. O mesmo documento define ainda o Centro Comercial em três palavras: “singular”, “excecional” e “relevante”.
Jorge Sobrado confirmou ainda que será retomado o projeto de reabilitação do Palácio de São João Novo, em Miragaia, para acolher o núcleo central do futuro Museu do Porto — uma iniciativa em que já havia trabalhado enquanto diretor do Museu e Bibliotecas do Porto (2022-2024).