PD - Lançamento Sumos

Teatro Nacional São João

Teatro Nacional São João

Tartufo
29 setembro – 10 outubro – Mosteiro São Bento da Vitória

Há um Molière que subitamente se atravessa no caminho do Teatro da Garagem. Uma alegre anomalia, se pensarmos que a companhia não pratica um teatro de repertório, escorando antes a sua identidade artística nos textos do dramaturgo e encenador Carlos J. Pessoa. E porquê Molière? E porquê Tartufo (1664), meditação sobre a mentira e a hipocrisia, mas também sobre a essência do teatro, essa máquina infernal de produzir impostura? Com Tartufo, o Teatro da Garagem convida o espectador a revisitar um texto clássico, aqui na tradução da poeta Regina Guimarães, com o pudor de quem reaprende a ler, incentivando-nos a construir pontes entre o passado, o presente e o futuro. “Quando é que somos mais enganados? Quando somos tartufos ou quando somos tartufiados?”, pergunta-nos Carlos J. Pessoa. Num espetáculo de texto e de atores, o encenador olha para o clássico de Molière e descobre um teatro ignóbil que corre no sangue de todas as personagens. Um teatro onde não há heróis nem vilões, mas criaturas que produzem e combatem a pestilência, imersas na paranoia de se limparem ou purificarem. “Estaremos condenados à intoxicação pela tartufice?”

O Julgamento de Ubu
7 – 10 outubro – Teatro Carlos Alberto

Em 1888, Alfred Jarry estreava o seu Rei Ubu, representado pelas Marionetas do Teatro das Phynanças. Mais de cem anos depois, o dramaturgo britânico Simon Stephens imaginou-lhe uma sequela, O Julgamento de Ubu (2010), peça agora representada pelo Teatro de Marionetas do Porto e encenada por Nuno M Cardoso. Numa primeira parte, é pela arte da marioneta que o nonsense escatológico da saga ubuesca de Jarry nos é devolvido, para depois, pela figuração humana, sentar Ubu no banco dos réus de um Tribunal Penal Internacional e instigar um exame de consciência coletivo sobre o poder e os seus trâmites. “Este julgamento. Esta linguagem. É importante para vocês, não é?”, lança-nos Ubu. No jogo de manipulação e de escala das marionetas e das figuras humanas desenha-se uma sátira selvagem sobre o duelo entre a justiça legal e a justiça moral, que nos deixa face a face com a irredutibilidade de Ubu, símbolo dos ditadores contemporâneos. “Sabe o que se passa na minha cabeça enquanto o ouço falar de justiça?”

O Que o Mundo Precisa é de uma Deusa
20 outubro

Os espetáculos da 32.ª edição do Festival Internacional de Marionetas do Porto reequacionam a arte da marioneta e interrogam o nosso papel no mundo. O coletivo Alma d’Arame contrapõe O Que o Mundo Precisa é de uma Deusa, em coprodução com a Companhia João Garcia Miguel, criador que assina o texto dramatúrgico inspirado na Lisístrata de Aristófanes e na pergunta: será o sexo uma arma? Propondo uma poética da alucinação, entre o sonho e a realidade, este espetáculo-performance faz da imaginação o veículo de procura de uma nova consciência.

PUB
www.pingodoce.pt/campanhas/livro-de-receitas-quatro-estacoes/?utm_source=vivaporto&utm_medium=banner&utm_term=banner&utm_content=111021-ta5&utm_campaign=quatroestacoes

Viva! no Instagram. Siga-nos.