CM Matosinhos

Teatro São João

Teatro  São João
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O Balcão
7 a 22 janeiro | 19h – dia 16 janeiro às 16h

“Tudo aqui é falso, e tudo deve ser tratado com extrema delicadeza.” Escritor e poeta, Jean Genet não se via como dramaturgo, mas fez da virulência da sua escrita dramática um escalpelizador das normas sociais e literárias. Nestas linhas-mestras condensava a essência de O Balcão (1955), peça que reviu obsessivamente e que faz do bordel de luxo onde se desenrola um arquétipo do mundo e do teatro. Depois da estreia em novembro de 2020, regressamos pela mão de Nuno Cardoso a esta casa de ilusões, um lugar “vizinho da morte, onde todas as liberdades são possíveis”. Neste espaço celular e vigiado, circulam personagens que se encenam como figuras de poder. Em fundo, há uma revolução que se incendeia e consome. “O verdadeiro tema da peça é a ilusão”, dizia Genet. O equívoco entre o fingido e o autêntico, o dentro e o fora (do bordel ou da cena) é permanente, expondo a maquinaria da farsa do poder e a sua dinâmica social. Em O Balcão, somos tanto voyeurs como figuras de um teatro de marionetas onde ver e ser visto são o primado. Neste jogo de espelhos, abrem-se parênteses de poesia e de irrisão. Aí, “com seriedade e a sorrir”, como queria Genet, revemo-nos em ritual e em avatares dos nossos desejos.

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Manual de Autodefesa para Dramaturgos Vivos
21 de janeiro a 31 de julho

As notícias da escassez ou da inexistência de dramaturgos vivos e portugueses são manifestamente exageradas. Este Manual de Autodefesa não é um exercício de resgate de uma espécie em vias de extinção, mas um ato de fé na possibilidade da sua reprodução assistida. Durante sete meses de trabalho intenso, o professor e dramaturgo Jorge Louraço Figueira orienta os participantes no sentido de atingir a finalidade última de qualquer oficina – figurativamente, “o lugar onde se opera uma transformação notável”. Um espaço de transmutação de ideias em textos, onde cada autor escreve a sua peça num diálogo permanente com o orientador e no confronto com os outros autores. Dirigida em particular a ex-alunos do curso de pós-graduação em Dramaturgia e Argumento da ESMAE – proporcionando-lhes uma outra etapa de formação em ato –, esta oficina abre-se também a dramaturgos com obra publicada ou estreada. Manual de Autodefesa para Dramaturgos Vivos não é uma operação-relâmpago. Oferece um tempo longo de maturação do processo criativo, articulando o debate coletivo da produção individual e a condição solitária do exercício de escrita.

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Impressão
22 de Janeiro | 16h

A identidade visual concebida pela designer Maria Ferrand no contexto do Centenário – e que constitui a marca mais impressiva da nova estratégia de comunicação do TNSJ, em cujo centro irradia o fulgor da palavra escrita – é o assunto de Impressão, o quinto volume dos Cadernos do Centenário. Um sistema de design generativo cuja elasticidade da matriz é capaz tanto da repetição como da diferença, da unidade como da sua variação. Ao fotógrafo João Tuna coube documentar o ambiente “laboratorial” em que esta escrita – declinada em cartazes, programas de sala ou livros – foi tomando corpo. Tuna confere ruído e performatividade ao silêncio tipográfico de Ferrand, capturando-o nas ruas da cidade, nas páginas dos jornais ou nos ecrãs dos nossos telemóveis e computadores.

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O Fantasma da Ópera
3 a 6 de fevereiro | 19h | dia 6 – 16h

O encenador Bruno Bravo desvia para a cena O Fantasma da Ópera, romance gótico de Gaston Leroux publicado pela primeira vez sob a forma de folhetim entre 1909 e 1910. A apropriação teatral de literatura não dramática é uma prática recorrente no percurso dos Primeiros Sintomas, de que são exemplo Frankenstein (2002), de Mary Shelley, ou Pinocchio (2016), de Carlo Collodi. Mas a ambição deste gesto é aqui amplificada. Bruno Bravo reconduz à casa do teatro contributos de várias disciplinas performativas, ensaiando um encontro entre a música ao vivo e o movimento, entre as canções e a máquina assombrosa de um palco, com o seu cortejo de atores e personagens. Um diálogo indisciplinado que faz eco do espírito da Ópera de Paris, o locus horrendus de O Fantasma da Ópera, espaço de apresentação de espetáculos de teatro, dança e música. Nos seus bastidores, nas escadas e nos camarins, na teia e nos camarotes circula um fantasma que desassossega tudo e todos com mortes, acidentes, sortilégios. Erik é o seu nome de guerra, um desfigurado fantasma de carne e osso que se apaixona pela voz de uma jovem cantora, Christine Daaé, protagonistas de uma das mais trágicas histórias de amor de todos os tempos.

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