Junta da Galiza

Teatro Municipal do Porto | Campo Alegre

Teatro Municipal do Porto | Campo Alegre

Encyclopédie de la parole | Lacoste, Macé, Roux, Ictus
Suite nº4

4 de fevereiro

No último capítulo da sua série de suites, a Encyclopédie de la parole optou por deixar ouvir diretamente as vozes gravadas da sua coleção de sons. Já não são os atores a dar vida a vozes perdidas, mas os próprios falantes que regressam do passado para falar com as suas próprias vozes, os seus tons únicos. Como numa ópera, têm o apoio de música ao vivo, para direcionar a nossa escuta e revelar texturas escondidas. Uma espécie de teatro dos espíritos, mas com fantasmas bem vivos.

Ainhoa Vidal | Oceano
de 9 a 11 de fevereiro

Oceano é um espetáculo onírico, belo e artesanal dirigido ao público mais novo, onde a poesia do fundo do mar é a matéria experiencial deste espetáculo. O público entra na sala e encontra uma praia com o mar à sua frente. Uma banhista leva-o numa viagem pelo meio de tubarões, baleias, peixes das mais distintas espécies, algas e medusas. As crianças mergulham numa viagem de descoberta pelo fundo do Oceano. Na cenografia, feita de croché e tricô, encontramos corais, pedras, caranguejos, amebas, algas, e outras espécies da fauna e da flora marinha, que se entrelaçam numa partitura cinética e sonora. As crianças são convidadas a entrar, mexer, sair e voltar a entrar, respeitando as suas vontades de ação/observação.

Quintas de Leitura | Mostra-me o vulcão dos capelinhos
9 de fevereiro

É uma voz fecunda e desarmante deste Porto insubmisso. Dois anos depois, o regresso de João Habitualmente a este ciclo poético. Nesta sessão, percorreremos a sua obra, não esquecendo os seus poemas mais emblemáticos, com alguns inéditos à mistura. Armado de um humor mordaz e subtil, João Habitualmente denuncia, verso a verso, a desfaçatez do mundo e fá-lo de uma forma eficaz. A sua poesia toma conta de nós, torna-se viciante, obrigando-nos a admitir que a vida sem a visão de Habitualmente seria um tédio.

Palcos Instáveis | Maria R. Soares & Antonio Marotta
Void, Void, Void

18 e 19 de fevereiro

VOID VOID VOID é uma construção deliberada sobre uma paisagem vazia, onde som, espaço e gesto se diluem numa só matéria, numa invocação aos grandes vazios cósmicos. Vazio como aquilo que não vemos, senão os seus contornos, senão o rasto de uma presença. Vazio como potencial lugar não rígido onde o inesperado pode tomar forma e revelar-se. Nesta performance, o espaço em torno dos performers tem uma importância acrescida. É nele onde tudo acontece, trabalhando-se na construção de um vazio cósmico, onde o nada é sempre ocupado por qualquer coisa, onde a matéria mesmo que escura ou invisível tem uma força energética que se transporta e nos transporta. Criando uma atmosfera imersiva e de teor especulativo, a audiência é convidada a situar-se. Não é uma apresentação no espaço mas uma apresentação do espaço em permanente devir: fugaz e expansivo. VOID VOID VOID é uma performance coreográfica e sonora que funciona como dispositivo revelatório para o real e o imaginário.

Lígia Soares | A minha vitória como ginasta de alta competição
24 e 25 de fevereiro

Fazermos coisas incríveis, ultrapassarmo-nos, sermos os melhores em alguma coisa, “campeões” como chamam os avôs aos netos rapazes, é ainda olhado como um nobre traço da humanidade. É essa vontade que encontramos nas pessoas traçadas para ganhar que nos serviu de exemplo, levando-nos também a ganhar tantas provas, a desejarmos desafios, a superarmo-nos. O que nunca percebemos é que bem é que isso trouxe ao mundo. Esta é uma peça para ser dita por duas ginastas enquanto treinam para a alta competição, colapsando com a impossibilidade de manter o seu foco face aos dilemas do mundo atual.

Guilherme de Sousa & Pedro Azevedo | Já não sou a amar-te menos
24 e 25 de fevereiro

Na impossibilidade de acordo sobre qual dos dois amaria mais o outro, definimos entre nós: o primeiro a dizer, após as 00h do novo dia, ao outro “já não sou a amar-te menos”, naquele dia, amaria mais o outro. Temos feito isto todas as noites há oito anos e nunca tínhamos contado a ninguém. Já não sou a amar-te menos não é uma autobiografia. Quando muito é uma estória.


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